21.10.26

Mãe de Luciano Huck voto em Lula

 vvMãe de Luciano Huck declara voto em Lula e diz que Flávio Bolsonaro “significa retrocesso”

Marta Dora Grostein expõe ameaças ao filho Fernando, que é homossexual, e critica o clã Bolsonaro

Conteúdo postado por:Guilherme LevoratoGuilherme LevoratoPublicado em 21 de outubro de 2026 às 06:30♥Apoie o 247

Lula e Marta Dora GrosteinCrédito: Ricardo Stuckert | Reprodução/Instagram/@grosteinandrade

Newsletter WhatsApp Google Notícias ♥ Apoie o 247 Google Discover

247 – Diante das perseguições e das graves intimidações enfrentadas por seu filho caçula, o cineasta Fernando Grostein, de 45 anos, a arquiteta, urbanista e docente universitária Marta Dora Grostein publicou um depoimento de forte apelo emocional. No vídeo, a mãe do apresentador Luciano Huck, da TV Globo, contextualizou os ataques homofóbicos sofridos por Fernando, que culminaram na decisão do profissional de buscar refúgio no exterior em 2019, após sucessivas hostilidades iniciadas durante o pleito de 2018.

A manifestação da professora destacou a urgência do acolhimento materno a pessoas LGBTQIA+, ao relatar a gravidade do cenário hostil vivenciado pela família. “Ter medo de morrer por simplesmente ser quem você é foi uma das razões que levaram meu filho, Fernando, que é gay, a sair do Brasil há sete anos”, desabafou Marta.

As mensagens intimidatórias direcionadas à família continham ameaças diretas de morte e violência extrema. “Ele recebeu ameaças à sua vida, inclusive dizendo que o corpo dele seria entregue num caixão fechado”, revelou a docente, ao expor o teor do assédio psicológico efetuado contra o cineasta.

Diante desse panorama de violência, a urbanista aproveitou a gravação para transmitir uma mensagem de solidariedade e conscientização a outras famílias. “Eu gostaria que todas as mães que estivessem em situações semelhantes à minha tivessem essa oportunidade de conversar com seus filhos, ouvir a verdade deles e se deixar emprenhar dela para poder crescer juntos”.

O aspecto político da conjuntura nacional foi abordado no depoimento de Marta, que apontou o período sob a liderança do clã Bolsonaro como uma ruína nas conquistas sociais e civilizatórias do país. Ao manifestar sua escolha para o comando do Poder Executivo, a professora afirmou: “diante do momento atual, eu voto Lula. A gestão do filho do Bolsonaro significa um retrocesso nas políticas que avançaram tanto, principalmente as políticas sociais e culturais das gestões passadas e atuais do presidente Lula”.

A declaração repercutiu diretamente na conta do candidato do PT à reeleição, que fez questão de interagir na publicação original do Instagram. “Nenhuma mãe deveria viver com medo de perder um filho para o preconceito. Seu depoimento, Marta, nos lembra que toda pessoa merece viver com liberdade, respeito e amor. Essa luta também é nossa”, manifestou o presidente Lula em apoio à arquiteta.

A escalada de agressões ao cineasta intensificou-se no momento em que ele passou a utilizar suas redes para rebatê-las e tecer críticas abertas a Jair Bolsonaro (PL) durante as eleições de 2018. Temendo por sua integridade física, Fernando radicou-se em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde vive com seu marido, o ator, músico e cineasta Fernando Siqueira, com quem oficializou união em 2016.

O cineasta é fruto do casamento de Marta com o jornalista Mário Escobar de Andrade, falecido em 1991. Fernando é meio-irmão do comunicador da TV Globo por parte de mãe, visto que Luciano Huck é filho da professora com o jurista e acadêmico Hermes Marcelo Huck.

19.10.26

Expulsos da vida pública

 Chico Buarque: “Os Bolsonaros têm que ser expulsos da vida pública”

Chico Buarque reforça apoio à reeleição do presidente LulaConteúdo postado por:Leonardo SobreiraLeonardo SobreiraPublicado em 19 de outubro de 2026 às 16:11♥Apoie o 247

Chico Buarque

Chico Buarque Crédito: Ricardo Stuckert

Newsletter WhatsApp Google Notícias ♥ Apoie o 247 Google Discover

247 – O cantor e compositor Chico Buarque analisou o cenário político nacional e reafirmou seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à emissora teleSUR, o artista expressou otimismo nesta reta final do segundo turno contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e declarou que o adversário representaria um risco para a soberania e a segurança pública do país.

Chico Buarque também enfatizou a importância de ampliar o diálogo com o segmento evangélico e de evitar a imposição de rótulos, destacando a existência de alas progressistas dentro desse grupo religioso. O músico fez menção ao encontro esportivo que compartilhou com os evangélicos e movimentos sociais.

“Estou otimista. Parece que algumas pessoas demoraram para compreender que o risco desse adversário nosso é concreto e muito grande. É uma ameaça a nossa soberania, sem falar de todos os descalabros que a gente já conhece, inclusive nessa zona onde a milícia atua fortemente. Tem que expulsar essa gente da política, tem que expulsar da vida pública esses Bolsonaros. Vamos lá, vamos acreditar. Estou confiante de que o Lula vai dar mais uma alegria para nós. “Mais uma”, disse Chico Buarque.

“É uma prioridade. Talvez o pessoal da campanha do Lula tenha chegado um pouco tarde nisso. Os evangélicos não podem ser compartimentados nessa ou naquela posição. Muitos evangélicos são progressistas, tanto que eles vieram aqui e vão perder para nós no futebol. Ficamos alegres de derrotá-los no futebol e apoiá-los na nossa luta contra o fascismo”, acrescentou Chico Buarque.

 

3.10.26

A Paulista não é da direita

                 O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em São Paulo: o evento "Lula em São Paulo: O Brasil Pronto Pra Mais", realizado na Avenida Paulista, São Paulo - SP

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em São Paulo: o evento "Lula em São Paulo: O Brasil Pronto Pra Mais", realizado na Avenida Paulista, São Paulo – SPCrédito: Ricardo Stuckert

“A Paulista não é da direita, é do povo”, diz Lula em caminhada com Haddad em SP

Na véspera da votação, o presidente também pediu que militantes e apoiadores continuassem buscando votos até este domingo

Conteúdo postado por:Laís GouveiaLaís GouveiaPublicado em 3 de outubro de 2026 às 15:36♥Apoie o 247

Newsletter WhatsApp Seguir no Google Notícias ♥ Apoie o 247

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (3), durante seu último ato de campanha em São Paulo antes do primeiro turno, que a Avenida Paulista, lugar icônico das grandes manifestações políticas, Paulista não é da direita, é do povo

O presidente estava acompanhado por aliados como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, além de uma multidão que lotou o local aos gritos de “democracia”.

“Vamos às urnas amanhã [domingo] com muita tranquilidade sabendo o que está em jogo. De um lado a democracia e a soberania, do outro lado a barbárie e a corrupção. Do outro lado nós estamos trabalhando com um chefe de quadrilha. Estamos trabalhando contra crime organizado. Por isso, nós vamos precisar da força de vocês”, afirmou Lula.

Na véspera da votação, o presidente também pediu que militantes e apoiadores continuassem buscando votos até este domingo (4).

“A partir dessa passeata ninguém descansa. É preciso conversar com as pessoas na rua, no bar, na igreja, no comércio para que a gente convença todo mundo a ir votar”, disse.

Ao longo do discurso, Lula voltou a apresentar a eleição como uma disputa entre projetos políticos opostos. O presidente associou seu campo à defesa da democracia e de direitos sociais e classificou o campo adversário como ligado à “barbárie”.

“De um lado está a democracia, aqueles que defendem os direitos humanos, educação, ciência e tecnologia, cidadania, e do outro lado está a barbárie”, declarou.

Lula também mencionou as investigações envolvendo irregularidades na Previdência Social e citou o banqueiro Daniel Vorcaro.

“Essa é a caminhada que prendeu a quadrilha da Previdência Social criada pelo Bolsonaro, que tornou o banqueiro prisioneiro, o [Daniel] Vorcaro. E eles estão com muito medo porque a cada dia aparece coisa nova”, afirmou.

Durante o ato deste sábado, Lula também afirmou que pretende promover uma “revolução educacional e tecnológica” caso seja reeleito.

Ao convocar eleitores para participar da votação, o presidente fez um apelo específico aos mais velhos e citou a própria idade.

“Precisamos convencer as pessoas de 70 anos que eles precisam votar pelos seus filhos, seus netos e seus bisnetos. Ninguém pode se considerar incapaz com 70 anos. Eu tenho 80 e me sinto um menino de 15”, declarou.

Lula afirmou ainda esperar uma vitória no primeiro turno e pediu que apoiadores retornem à Avenida Paulista após o encerramento da votação.

Outro tema abordado no discurso foi o uso de cartões de crédito. O presidente voltou a criticar o envio de cartões por instituições financeiras sem solicitação dos clientes, após declarações anteriores sobre o tema gerarem reação da oposição.

Na sexta-feira (2), Lula havia escrito nas redes sociais: “Claro que sei da importância do crédito para a vida das famílias. Cada cidadão tem o direito de ter quantos cartões de crédito quiser”.

Na mesma publicação, acrescentou: “O que não aceito é que bancos enviem para a casa das pessoas sem que elas tenham solicitado. Vamos acabar com essa prática e com os juros abusivos no Brasil.”

Neste sábado, o presidente afirmou que suas declarações haviam sido distorcidas.

“O que eu acho é que o cartão de crédito tem que ser distribuído com seriedade para quem pedir cartão de crédito. Quem quiser cartão de crédito que peça para o banco. O banco não pode ficar mandando para a casa das pessoas sem as pessoas pedirem”, disse.

Lula voltou a criticar os juros cobrados no cartão e defendeu mudanças na relação entre instituições financeiras e consumidores.

“Cartão de crédito é responsabilidade. Primeiro porque o juros do cartão de crédito é uma roubalheira. Por isso, no quarto mandato vamos moralizar essa coisa do crédito Brasil. O sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganhe dinheiro investindo na produção e não extorquindo o povo brasileiro com taxa de juros impagáveis.”

Ataques a símbolos religiosos

 Ataques a símbolos religiosos reacendem debate sobre intolerância

No primeiro semestre, foram registradas mais de 1,2 mil denúncias

Conteúdo postado por:Redação Brasil 247Redação Brasil 247Publicado em 3 de outubro de 2026 às 08:18♥Apoie o 247

Crédito: ABr

Newsletter WhatsApp Seguir no Google Notícias ♥ Apoie o 247

Eliane Gonçalves – Repórter da Radioagência Nacional – “Se reabrir, todos morrem”. Era assim que começava o cartaz colado em uma loja de artigos religiosos católicos no centro de Fortaleza na noite em que o lugar foi alvo de um atentado com coquetel molotov. O ataque aconteceu na madrugada de 9 de setembro. Naquela mesma noite, outros dois estabelecimentos católicos e um da umbanda também tiveram as fachadas incendiadas na capital cearense. 

Os atentados estão sendo investigados pela Polícia Civil, mas no dia seguinte, o Padre Josileudo Queiroz, da Igreja de São José Operário de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, usou as redes sociais para classificar o que aconteceu.

“Nós vivemos num país onde devemos entender que o país é laico, ou seja, não tem uma religião oficial. Não é ateu, porque há muitas religiões, há muitas expressões de fé. Isso que aconteceu aqui em Fortaleza e que acontece no Brasil afora se chama crime de intolerância religiosa”.

Os ataques em Fortaleza estão longe de serem os únicos contra símbolos católicos. Um dia antes do ataque no Ceará, em Londrina (PR), a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ficava em frente a uma loja de artigos religiosos, foi arrancada. Dois dias depois, em Salvador, o alvo foi a imagem de Nossa Senhora das Graças que foi quebrada. No dia 22, também em Salvador, a imagem da primeira santa brasileira, a Santa Dulce dos Pobres, foi destruída.

Na última quarta-feira (30), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) investigue uma aparente disseminação de ataques a imagens religiosas católicas pelo país. 

Todos os casos de intolerância ocorreram antes da discussão sobre o título de padroeira do Brasil a Nossa Senhora Aparecida entrar na disputa eleitoral. 

Denúncias de intolerância religiosa

Segundo os dados do Disque 100, só no primeiro semestre de 2026, entre janeiro e junho, foram registradas 1.252 denúncias com pelo menos uma violação relacionada à liberdade de crença ou intolerância religiosa. 

Os católicos não são os principais alvos.

Os praticantes do candomblé e da umbanda são historicamente as principais vítimas da intolerância religiosa, segundo o censo do IBGE, apesar de representarem cerca de 1% da população brasileira.  Entre janeiro e junho deste ano, foram registradas 270 denúncias, um aumento de mais de 40% comparado com o mesmo período de 2025, quando foram 192 notificações.

Entre os católicos, as denúncias também cresceram no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Os registros passaram de 15 para 34, crescimento superior a 100%. 

Durante a Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que ocorreu em janeiro no Rio de Janeiro, o secretário-geral da ACT Alliance (Action by Churches Together), Rudelmar Faria, disse que a exclusão pela religião tem sido uma estratégia política não só no Brasil.

“Nós estamos num momento global em que a religião é instrumentalizada para excluir, porque as religiões hoje, esse movimento da confluência de fundamentalismos, buscam justamente excluir grupos. E são grupos que não são cristãos, brancos, ricos e mais do que a sua própria igreja financeiramente, apoiar um grupo de políticos que tem o poder para tomar decisões e criar leis que são excludentes”, afirmou, citando que os mais afetados são mulheres, população LGBTI+, povos indígenas e jovens negros de baixa renda.

“É o que existe não só aqui no Brasil, na América Latina, na América Central”, acrescentou. A ACT Alliance é uma coligação mundial de igrejas e organizações baseadas na fé que atua em 140 países.

Na última semana, a campanha eleitoral no Brasil foi tomada por postagens envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A polêmica teve início quando viralizaram nas redes sociais postagens que atribuíam ao candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora o título de padroeira do Brasil. O candidato recorreu à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que as mensagens fossem retiradas do ar, o que levou a uma série de decisões judiciais dos ministros que determinavam, em um momento, a retirada dos posts e, em outro, a liberação das mensagens. As justificativas eram disseminação de notícia falsa sobre o candidato e a preservação do direito à liberdade de expressão, respectivamente. 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria de votos para manter as postagens fora do ar. 

Punição

O defensor público do Ceará, Igor Barreto, explica qual a punição prevista para quem comete crime de intolerância religiosa. 

“O mais importante seja ressaltar o fato de que esses crimes são todos insuscitíveis de fiança, de indulto, são crimes imprescritíveis, eles podem ser processados a qualquer momento”.

No Brasil, a pena para o crime de intolerância religiosa (prática, indução, incitação) varia de um a 5 anos de reclusão e multa. 

 

28.9.26

Lula vitória em primeiro turno

 Lula cresce na pesquisa BTG/Nexus e se aproxima da vitória em primeiro turno

No cenário espontâneo, Lula já tem 47,7% dos votos válidos

Conteúdo postado por:Redação Brasil 247Redação Brasil 247Publicado em 28 de setembro de 2026 às 05:36♥Apoie o 247

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio BolsonaroCrédito: Ricardo Stuckert | Vittor Sales

Newsletter WhatsApp Seguir no Google Notícias ♥ Apoie o 247

247 – O presidente Lula (PT) avançou na mais recente pesquisa BTG/Nexus sobre a disputa pela Presidência da República e chegou a 47,7% dos votos válidos no cenário espontâneo, aproximando-se da marca necessária para uma vitória ainda no primeiro turno. O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de setembro de 2026, em todo o país.

Nos votos totais da pesquisa espontânea, Lula aparece com 41%, crescimento de um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, realizado entre 18 e 20 de setembro. Flávio Bolsonaro (PL) também oscilou um ponto para cima e chegou a 35%. A diferença entre os dois é de seis pontos percentuais.

Quando são considerados apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos —, Lula alcança 47,7%, alta de 1,7 ponto em relação à rodada anterior. Flávio Bolsonaro registra 40,7%, avanço de 1,6 ponto. A distância entre os dois chega, portanto, a sete pontos percentuais.

Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar no cenário espontâneo, com 4% dos votos totais, um ponto acima da pesquisa anterior. Augusto Cury (Avante) tem 3%, após recuar um ponto, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) registra 2%, também com queda de um ponto. Outros candidatos somam 1%, e Romeu Zema (Novo) aparece com 0%. Brancos e nulos representam 5%, enquanto 9% não souberam ou não responderam.

Entre os votos válidos, Renan Santos alcança 4,7%, Augusto Cury tem 3,5%, Ronaldo Caiado registra 2,3% e outros candidatos somam 1,2%.

Lula também avança no cenário estimulado

O movimento de crescimento do presidente também aparece no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Lula chega a 42%, dois pontos acima da rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro permanece estável em 37%. A vantagem do presidente passa, assim, a cinco pontos percentuais.

Augusto Cury e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 5%. Cury recuou um ponto, enquanto Caiado permaneceu estável. Renan Santos avançou um ponto e chegou a 4%. Romeu Zema e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Outros 3% afirmam que votariam branco ou nulo, e 2% não souberam ou não responderam.

Os resultados mostram avanço de Lula nos dois recortes divulgados. No espontâneo, além de atingir 41% dos votos totais, o presidente chega a 47,7% dos votos válidos. No estimulado, sobe dois pontos, enquanto Flávio Bolsonaro permanece no mesmo patamar da rodada anterior.

A pesquisa BTG/Nexus tem abrangência nacional e foi realizada entre 25 e 27 de setembro de 2026. Nos dados disponibilizados ao 247, não foram informados o tamanho da amostra, a margem de erro, o nível de confiança, o contratante e o número de registro do levantamento na Justiça Eleitoral.

 

20.9.26

Lula, trens para passageiros

 Governo Lula inclui trens para passageiros em nova carteira de projetos ferroviários

Estão previstos sete novos trechos ferroviários para cargas, integração urbana, turismo e transporte regional, com pelo menos dois projetos podendo ir a leilão ainda em 2026

Conteúdo postado por:Aquiles LinsAquiles LinsPublicado em 20 de setembro de 2026 às 07:53♥Apoie o 247

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de entrega dos Lotes 4 e 5 da Ferrovia Transnordestina, em Quixeramobim - CE, 02.07.2026.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de entrega dos Lotes 4 e 5 da Ferrovia Transnordestina, em Quixeramobim – CE, 02.07.2026.Crédito: Ricardo Stuckert/PR

Newsletter WhatsApp Seguir no Google Notícias ♥ Apoie o 247

247 – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao mercado sete novos projetos ferroviários de curta extensão, incluindo trechos com potencial para o transporte de passageiros. A carteira abrange seis estados e o Distrito Federal, e a expectativa do Ministério dos Transportes é levar pelo menos dois projetos a leilão até o fim deste ano.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, os projetos foram apresentados a empresas e bancos durante evento realizado em São Paulo. As ferrovias atravessam áreas das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste e poderão atender desde o escoamento de produtos agrícolas e minerais até deslocamentos regionais de passageiros.

Entre as propostas, ganha destaque a ligação entre Brasília e Luziânia (GO), com 60,5 quilômetros, projetada para o transporte regional de passageiros. Em Minas Gerais, o trecho General Carneiro-Miguel Burnier, de 92 quilômetros, combina potencial para minério e siderurgia com vocação turística.

Na Paraíba, a ligação ferroviária entre Campina Grande e Cabedelo, com 163,2 quilômetros, é apresentada como corredor logístico multimodal com possibilidade de integração urbana.

Sete trechos entram na carteira

A lista apresentada pelo Ministério dos Transportes também contempla importantes corredores de cargas. No Rio Grande do Sul, o trecho de 108 quilômetros entre Cruz Alta e Santo Ângelo tem potencial para transportar soja, milho e fertilizantes. A ligação Santo Ângelo-Santa Rosa, de 65 quilômetros, busca integrar cooperativas e volumes transportados na região.

Em Goiás, a ferrovia entre Roncador Novo e Jardim Ingá terá 245 quilômetros e potencial de conexão com porto seco. Já o trecho Aguaí-Bauxita, entre São Paulo e Minas Gerais, terá 75,4 quilômetros e poderá integrar-se à rede ferroviária paulista.

O governo ainda não definiu quais dos sete projetos serão os primeiros a avançar para os leilões previstos para este ano.

Empresas terão dois anos para apresentar projetos

A estratégia adotada pelo Ministério dos Transportes utiliza o modelo de autorização ferroviária, instituído pelo Marco Legal das Ferrovias, de 2021. O mecanismo permite que empresas privadas construam e explorem ferrovias por sua conta, obedecendo às condições previstas na legislação.

Os vencedores dos processos terão até dois anos para elaborar e apresentar os projetos das novas ferrovias. A partir desses estudos será possível determinar a viabilidade dos empreendimentos e eventual necessidade de recursos públicos.

“São dois anos que ele [o proponente vencedor] vai me dar um projeto que pode ser viável ou não viável. Se ele precisar de dinheiro público, eu reabro, como na otimização, e levo a mercado”, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro.

Minas-Rio terá leilão em dezembro

Além da nova carteira, o governo Lula já marcou para 17 de dezembro o leilão do corredor Minas-Rio, também estruturado pelo modelo de autorização. O certame será o primeiro do setor ferroviário em cinco anos.

O corredor possui 733 quilômetros e atualmente é operado pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A estrutura será dividida em dois lotes. O primeiro compreenderá o percurso entre Iguatema (MG) e Barra Mansa (RJ), além do ramal entre Varginha e Lavras, em Minas Gerais. O segundo seguirá de Barra Mansa até Angra dos Reis (RJ).

A futura concessionária ficará encarregada da manutenção, recuperação e modernização da infraestrutura. Também terá até dois anos para apresentar um plano de recapacitação da ferrovia.

De acordo com Santoro, CSN e MRS estudam conjuntamente o projeto Minas-Rio.

Governo prepara novos editais

Apesar da ampliação da carteira, o cronograma ferroviário enfrentou atrasos ao longo de 2026. Dos oito projetos inicialmente previstos para este ano, somente o corredor Minas-Rio tem leilão marcado. Os sete projetos apresentados agora não integravam originalmente essa programação.

O Ministério dos Transportes pretende publicar ainda neste ano os editais do Anel Ferroviário Sudeste (EF-118) e da Malha Oeste, mas os leilões deverão ficar para 2027.

“A gente, acredito, vai publicar os editais neste ano, mas o leilão será no ano que vem. Acho que, dado o prazo, não dá mais tempo para a concessão”, afirmou Santoro.

O ministro atribuiu parte da demora ao tempo necessário para as discussões dos projetos no Tribunal de Contas da União (TCU).

“O próximo governo vai ter um monte de leilões já [com editais] publicados ou em fase final de marcação. Demoraram muito essas discussões no tribunal [TCU], muito mais do que a gente achava que ia demorar. Demoraram mais de oito meses as discussões. Eu acho que agora está muito maduro”, completou.

 

18.9.26

Vitória de Lula no primeiro turno ?

 Não se deve descartar a possibilidade de vitória de Lula no primeiro turno

A perda de espaço das candidaturas alternativas e os números do Datafolha e da CNT/MDA colocam o primeiro turno entre os cenários que precisam ser considerados

Publicado em 18 de setembro de 2026 às 06:07

Lula, Patrus Ananias e Marília Campos, em Montes Claros

Lula, Patrus Ananias e Marília Campos, em Montes ClarosCrédito: Ricardo Stuckert

Newsletter WhatsApp Seguir no Google Notícias ♥ Apoie o 247

A possibilidade de uma definição da eleição presidencial já no primeiro turno não deve ser descartada. Não se trata de previsão, muito menos de resultado assegurado. Trata-se de uma hipótese que passou a fazer parte dos cenários possíveis quando se examinam com atenção os números das pesquisas mais recentes, especialmente os da CNT/MDA, a que mais se aproximou do resultado final nas eleições de 2022.H

O levantamento divulgado nesta semana apresenta um quadro bastante significativo. Luiz Inácio Lula da Silva tem 40,5% das intenções de voto, contra 30,4% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 3%, Renan Santos com 2,7%, Pablo Marçal com 1,8% e Romeu Zema com 1%. Outros candidatos somam 1,1%.

Brancos e nulos são 6% e os indecisos representam 7,5%.

Quando são considerados apenas os votos válidos, retirando-se brancos, nulos e indecisos, Lula alcança aproximadamente 46,8%.

Mas esse número pode subestimar o desempenho de Lula nos votos válidos da eleição real caso Pablo Marçal, que recebeu 1,8% no cenário da CNT/MDA, não esteja na urna. Numa simples simulação matemática que também exclua os votos atribuídos a Marçal do denominador, os 40,5% de Lula equivaleriam a aproximadamente 47,8% dos votos válidos.

Ou seja: nessa hipótese, Lula estaria pouco mais de dois pontos percentuais abaixo da maioria absoluta necessária para liquidar a eleição no primeiro turno.

CNT/MDA merece atenção especial

A CNT/MDA mostra uma situação significativamente mais favorável a Lula do que outros levantamentos recentes.

A diferença para Flávio Bolsonaro no primeiro turno é de 10,1 pontos percentuais: 40,5% a 30,4%.

No segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente, com 47,3%, contra 40% de Flávio, uma distância de 7,3 pontos.

É necessário registrar que outros institutos apresentam uma disputa muito mais apertada.

O Datafolha divulgado nesta quinta-feira mostra Lula com 39% e Flávio com 36% no primeiro turno. No segundo, são 46% a 44%. As diferenças estão dentro da margem de erro.

As pesquisas, portanto, não autorizam certezas sobre o resultado da eleição.

Mas a CNT/MDA revela algo que não deveria ser ignorado: existe uma fotografia recente do eleitorado em que Lula já se encontra relativamente próximo dos 50% dos votos válidos.

O problema das candidaturas alternativas

A questão central passa a ser o comportamento dos eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, além daqueles que eventualmente escolheram nomes que não estarão na urna.

Nenhuma dessas candidaturas aparece perto dos dois líderes.

Augusto Cury registra 6% na CNT/MDA. Caiado tem 3%. Renan, 2,7%. Zema, 1%.

Quanto mais a eleição for percebida como uma disputa efetivamente binária entre Lula e Flávio, maior poderá ser a pressão pelo chamado voto útil.

Essa movimentação, se ocorrer, não tem destino predeterminado. Pode beneficiar qualquer um dos dois principais candidatos.

Mas Lula parte, na CNT/MDA, de uma posição numericamente mais próxima da maioria absoluta dos votos válidos.

Lula anunciou duas medidas importantes

Existe ainda um fator temporal relevante.

A pesquisa CNT/MDA foi realizada entre 9 e 13 de setembro. Portanto, não captou qualquer eventual repercussão das medidas anunciadas por Lula nesta quinta-feira, 17.

A primeira delas foi o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio para R$ 777.

O percentual corresponde à inflação acumulada pelo INPC desde março de 2023. Trata-se, portanto, essencialmente de uma recomposição do poder de compra perdido desde o início do atual formato do programa.

A medida tem alcance direto sobre milhões de famílias, justamente num segmento em que Lula registra desempenho eleitoral mais elevado.

O Datafolha mostra, por exemplo, Lula com 53% entre os beneficiários do Bolsa Família, contra 28% de Flávio Bolsonaro.

Canetas emagrecedoras pelo SUS

A segunda iniciativa anunciada nesta quinta-feira foi a preparação da oferta das chamadas canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde.

O governo pretende incorporar medicamentos contra a obesidade de maneira controlada, com indicação médica, protocolos clínicos e prioridade para pacientes nos quais o excesso de peso esteja associado a riscos mais graves à saúde.

É uma política potencialmente importante porque trata a obesidade não como questão estética, mas como problema de saúde pública.

Novamente, não é possível antecipar qual será o efeito eleitoral dessa medida.

Mas há um dado político objetivo: Lula entra nas últimas semanas da campanha anunciando políticas públicas de impacto direto sobre a vida cotidiana, envolvendo renda, alimentação e saúde.

As medidas ainda não aparecem nas pesquisas

Este ponto é especialmente importante.

A CNT/MDA foi a campo entre 9 e 13 de setembro. O Datafolha divulgado nesta quinta-feira também realizou suas entrevistas antes dos anúncios mais recentes do governo.

Portanto, nenhuma das duas pesquisas mede eventual repercussão do reajuste do Bolsa Família ou da política de oferta das canetas contra a obesidade pelo SUS.

Os próximos levantamentos poderão mostrar se houve ou não alguma mudança posterior a essas decisões.

Há ainda dois movimentos políticos que merecem atenção nesta reta final. O primeiro é a crescente mobilização do meio artístico e cultural em torno da candidatura de Lula, com nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Malu Mader e Tony Bellotto participando do movimento. Não é possível medir antecipadamente o efeito eleitoral desse engajamento, mas a entrada de artistas de grande projeção amplia a capacidade de mobilização da campanha e pode contribuir para elevar sua presença no debate público justamente nas semanas decisivas antes da votação.

O segundo é que, até aqui, a tentativa da oposição de associar Lula à crise envolvendo o STF e às controvérsias do caso Banco Master não aparece acompanhada de uma queda relevante do presidente nas pesquisas citadas. No Datafolha, Lula permaneceu com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 35% para 36%. A estabilidade não permite estabelecer uma relação causal, mas indica que a ofensiva política em torno do Supremo não produziu, até o momento do levantamento, uma deterioração mensurável do patamar eleitoral de Lula. Somados à proximidade dos 50% dos votos válidos indicada pela CNT/MDA e à concentração crescente da disputa, esses dois elementos ajudam a explicar por que a hipótese de uma decisão no primeiro turno não deve ser retirada do radar.

Leonardo Attuch

Autor

Leonardo Attuch

Leonardo Attuch é jornalista e escritor. Criou o Brasil 247 em março de 2011 e a TV 247 em agosto de 2017. Antes disso, trabalhou nas redações do Correio Braziliense, do Estado de Minas e das revistas Veja, Exame, Istoé e Istoé Dinheiro, onde foi redator-chefe. Email: attuch@brasil247.com.br Twitter: @AttuchLeonardo. Publicou os livros “De jornalista a youtuber”, “A CPI que abalou o Brasil”, “Saddam, o amigo do Brasil”, “Eike, o homem que vendia terrenos na lua” e “Quebra de contrato”.

579 artigos publicados

 

 

14.9.26

Um domingo de vermelho

 Um domingo de vermelho e de Caetano para dizermos “não voltarão”

Em Brasília, como em outras cidades, a militância, partidária ou não, sacudiu os temores gerados na semana passada pela crise no STF,  venceu a inércia e foi para a rua

Publicado em 14 de setembro de 2026 às 03:14

"Eles não voltarão"

"Eles não voltarão"Crédito: PT.org.br

Newsletter WhatsApp Seguir no Google Notícias ♥ Apoie o 247

Por Tereza Cruvinel – Em centenas de cidades brasileiras,  milhares de pessoas foram âs ruas neste domingo, vestindo vermelho, em apoio à reeleição do presidente Lula, em defesa da democracia e do pais melhor para todos.  O PT contabilizou 1.120 atividades políticas ao longo do dia, lavando as almas que andavam temerosas diante das maquinações lavajatistas do ministro André Mendonça. Ontem foi dia de gritar “não voltarão”.

Em Brasília, como em outras cidades, a militância, partidária ou não, sacudiu os temores gerados na semana passada pela crise no STF,  venceu a inércia e foi para a rua. E à noite, uma multidão foi ver Caetano Velloso cantar de vermelho, fazer o L e dizer “Bora, Lula”.

Pela manhã, um bonecão de Lula liderou a marcha que atravessou o Buraco da Tatú, o túnel da rodoviária, ocupou uma região do longo Eixão Norte  e ali se concentrou. Dela participaram a primeira dama Janja da Silva, o candidato a governador pelo PT, Leandro Grass, as candidatas ao Senado Érica Kokay (PT) e  Leila Barros (PDT) e candidatos a deputado pelos partidos da frente que apoia Lula.

À noite,  Caetano Velloso injetou mais energia política nos que foram a Taguatinga ver o show com que o Sesc celebrou seus 80 anos de criação. O show foi ao ar livre, no verde e amplo Taguaparque, coberto apenas pelo céu de Brasília, onde a lua crescente sucedeu a um magnífico por-do-sol.

Pessoas de diferentes idades estavam ali para ver e ouvir Caetano e também para se manifestar, para espantar temores e compartilhar sentimentos.  Quase todos usavam bottons ou adesivos e a qualquer pretexto entoavam um Lula-lá. Eram 40 mil segundo o Sesc, 25 mil segundo a mídia. Janja estava lá e postou foto com Caetano. Lula: Está bem, está em casa trabalhando, disse ela.

Caetano usou durante todo o show apenas um camisão vermelho de manga longa e colarinho alto.  Saindo de uma gripe, quase precisou cancelar o show mas estava adorando a “noite linda”.  Cantou todos os sucessos de sua vida, em muitos acompanhados pela multidão. Em dois momentos, depois de gritar um “`Bora, Lula”, fazendo o L. Quando encerrou, em vez de pedir “mais um” ou gritar o tradicional “por que parou”, a vasta plateia entoou o Lula-lá e não se moveu até que ele voltou para encerrar de verdade com a música Odara.

E aquele povo todo começou então a deixar pacificamente o parque. Nenhum incidente foi registrado. Parabéns ao Sesc pelo presente a Taguatinga e longa vida a Caetano Velloso.

Autora Tereza Cruvinel

Tereza Cruvinel é colunista e comentarista do Brasil 247, fundadora e ex-presidente da EBC/TV Brasil, ex-colunista de O Globo, JB, Correio Braziliense, RedeTV e outros veículos, sempre reconhecida como uma das mais talentosas jornalistas do Brasil.

1090 artigos publicados