Assassino de 175 meninas, Trump diz que "é uma grande honra" matar iranianos. Postagem do presidente dos Estados Unidos ocorre após ataque que matou 175 estudantes em escola no Irã e amplia a pressão internacional sobre Washington
13 de março
de 2026, 06:09 h
Donald Trump (Foto: Daniel Torok/Casa Branca)
Conteúdo
postado por: Guilherme
Levorato
247 - Uma postagem publicada nesta
sexta-feira (13) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou
forte repercussão internacional ao celebrar ações militares contra o Irã. Em
mensagem divulgada publicamente, Trump afirmou que considera uma “grande honra”
matar iranianos, em meio à escalada do conflito e após um bombardeio que matou
175 meninas em uma escola na cidade iraniana de Minab.
A declaração ocorreu dias depois de a agência Reuters revelar detalhes sobre o ataque que atingiu a escola. Segundo a reportagem, divulgada na quarta-feira (11), duas fontes familiarizadas com a investigação indicaram que o bombardeio pode ter sido resultado do uso de dados de mira desatualizados por forças norte-americanas durante uma ofensiva conjunta lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Na postagem
desta sexta-feira, Trump afirmou que seu governo estaria “destruindo totalmente
o regime terrorista do Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras
formas”. O presidente dos Estados Unidos também atacou a cobertura do jornal
The New York Times e declarou: “Eles [Irã] vêm matando pessoas inocentes em
todo o mundo há 47 anos, e agora eu, como o 47º presidente dos Estados Unidos
da América, estou matando-os. Que grande honra é fazer isso!”.
O ataque à
escola em Minab, que matou 175 crianças, passou a ser investigado internamente
pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, avaliações
preliminares já haviam indicado anteriormente que militares norte-americanos
provavelmente foram responsáveis pelo bombardeio. As novas informações
divulgadas pela agência apontam para uma possível falha de inteligência na
preparação do alvo.
Segundo uma
das fontes ouvidas pela Reuters, sob condição de anonimato, autoridades
encarregadas de preparar os pacotes de ataque teriam utilizado informações
antigas para definir o alvo da operação. A segunda fonte afirmou que “parece
ter sido usada inteligência desatualizada”, reforçando a hipótese de erro
operacional. Ainda não está claro há quanto tempo os dados utilizados estavam
desatualizados, como acabaram sendo empregados na operação ou se outros fatores
também contribuíram para o ataque.
O Pentágono
limitou-se a afirmar que “o incidente está sob investigação”, sem comentar
detalhes adicionais. A apuração, de acordo com a Reuters, continua em andamento
e ainda não há prazo definido para a conclusão.
Registros
arquivados do site oficial da escola indicam que o estabelecimento educacional
ficava próximo a um complexo operado pela Guarda Revolucionária Islâmica, força
militar ligada ao líder supremo do Irã. Esse elemento aparece como um fator
relevante para compreender a possível confusão que levou ao bombardeio do
local.
Especialistas
consultados pela Reuters também analisaram um vídeo que, segundo a agência,
parece mostrar um míssil Tomahawk dos Estados Unidos atingindo a área. Apesar
disso, as circunstâncias exatas do ataque ainda não foram totalmente
esclarecidas pelas autoridades norte-americanas.
Após a
divulgação da reportagem indicando que os Estados Unidos provavelmente foram
responsáveis pelo bombardeio, Trump passou a ser questionado publicamente sobre
o episódio. Em um primeiro momento, o presidente dos Estados Unidos afirmou,
sem apresentar provas, que o Irã teria sido responsável pela explosão.
Posteriormente, recuou parcialmente dessa afirmação.
As imagens
do funeral das estudantes, exibidas pela televisão estatal iraniana na semana
passada, ampliaram a comoção no país. Pequenos caixões cobertos com bandeiras
iranianas foram transportados em um caminhão e depois levados por uma multidão
até o local do enterro.
As cenas
tiveram forte impacto simbólico e aumentaram a pressão internacional para que o
episódio seja esclarecido de forma completa. A morte de crianças em uma escola,
especialmente em um contexto de guerra aberta, tende a se tornar um dos pontos
mais sensíveis de qualquer conflito, tanto no campo jurídico quanto no
político.