Lindbergh detona Galípolo: tentou blindar Campos Neto
De acordo
com o deputado, o controle interno do Banco Central falhou e diz que
investigação externa rompeu suposta blindagem
08 de abril
de 2026, 18:49 h
Lindbergh
Farias, Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto (Foto: Kayo Magalhães / Câmara
dos Deputados I Adriano Machado / Reuters)
Conteúdo postado por: Redação Brasil 247
247 - O deputado federal Lindbergh Farias
(PT-RJ) acusou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de atuar para
proteger Roberto Campos Neto em meio às investigações relacionadas ao caso do
Banco Master. A declaração foi feita nesta quarta-feira (8) em publicação nas
redes sociais.
As críticas
foram divulgadas publicamente pelo parlamentar, que reagiu a declarações de
Galípolo sobre a ausência de responsabilização interna do ex-presidente do
Banco Central. O posicionamento reforça o debate político sobre a condução das
apurações envolvendo a instituição financeira.
Na avaliação
de Lindbergh, a postura de Galípolo indica fragilidade nos mecanismos internos
de controle. “Ao afirmar que não existe auditoria, sindicância ou conclusão
interna que aponte responsabilidade do ex-presidente do Banco Central, ele
(Galípolo) demonstra que o controle interno é insuficiente e pode servir de
escudo para proteger quem comandava a instituição quando decisões e omissões
favoreceram o ambiente em que o caso Master prosperou”, escreveu.
O deputado
também questionou a eficácia das investigações internas do Banco Central.
Segundo ele, apenas essas apurações não seriam suficientes para responsabilizar
envolvidos. “se dependesse apenas das auditorias e sindicâncias internas do
Banco Central, Paulo Sérgio e Beline Santana, servidores do BC com chefia na
área de supervisão bancária, indicados por Roberto Campos Neto e que
colaboraram com as fraudes no Master, não estariam de tornozeleira eletrônica”.
Lindbergh
afirmou ainda que Campos Neto recebeu alertas de diferentes instituições e não
adotou medidas efetivas. “Roberto Campos Neto recebeu inúmeros alertas do Fundo
Garantidor de Créditos, da Febraban e até questionamentos formais da Polícia
Federal, e a resposta institucional foi sempre a mesma: apuração preliminar,
nenhuma ilegalidade e preservação da cúpula. Foi na gestão de Roberto Campos
Neto, em outubro de 2023, que foi editada norma sobre precatórios, permitindo
que o Banco Master não ajustasse seu balanço e que evitou a intervenção, apesar
de alertas sobre riscos de liquidez”, declarou.
O
parlamentar destacou que o avanço das investigações ocorreu fora do âmbito do
Banco Central. “A investigação que realmente rompeu essa blindagem veio de
fora. É a investigação externa, com independência, poder de polícia e
capacidade de responsabilização, que consegue enfrentar o corporativismo e
seguir a trilha dos fatos”.
Por fim,
Lindbergh informou que tomou medidas para ampliar as apurações. “Por isso,
ingressei com várias representações na Polícia Federal para avançar na apuração
sobre a blindagem de Roberto Campos Neto, sobre os atos que favoreceram o Banco
Master e sobre a rede de decisões, omissões e proteções que operou dentro do
Banco Central”.
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