16.7.26

Renato Janine Ribeiro Professor e ex-ministro da Educação do Brasil

 E aí... Parecia que a seleção francesa, les Bleus ( = os azuis), era imparável, para usar o termo que em Portugal se emprega mas aqui não (até a semana passada, quando apareceu por cá...). "Ninguém segura(va) esse país", para fazer outra citaçao, essa brasileira, mas também da direita (anos 70).

E surgiu a Espanha, com um jogo impecável e implacável. Não foi apenas uma defesa primorosa, tanto assim que os franceses nem conseguiam chutar para gol; foi um ataque de qualidade.

Abrir o placar com gol de pênalti não me emocionou. Não vale, a meu ver, o mesmo que um gol de bola correndo. Mas veio um gol assim, perfeito - e depois um 3.o gol espanhol, anulado este, mas que deu a certeza moral de que La Roja ou (como prefiro) La Furia estava com tudo.

Fiquei com pena de Mbappé e da seleção mais preta do que branca, multirracial, moderna, da França, país ao qual me unem laços afetivos fortes. Mas eles perderam com decência e têm anos pela frente.

 

Foi um belo jogo.

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