Quais foram os jogadores da Argentina e Espanha que evitaram Donald Trump
Jogadores
protagonizaram momentos de distanciamento em relação a Donald Trump
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postado por:Laís
GouveiaPublicado em 20 de julho de 2026 às 06:35Atualizado em 20 de
julho de 2026 às 08:05♥Apoie
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Donald Trump e Gianni InfantinoCrédito:
Reuters
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247 – Cristian Romero, da Argentina, e
Borja Iglesias, da Espanha, protagonizaram momentos de distanciamento em
relação a Donald Trump durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo de
2026. O argentino não cumprimentou o presidente dos Estados Unidos, enquanto o
espanhol fez um contato rápido e seguiu pelo palco quase sem olhar para o
político.
As atitudes
ocorreram após a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na final
disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Trump participou da entrega das
medalhas ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e também esteve
presente no momento em que o capitão Rodri recebeu a taça.
Romero
passou pela fila de autoridades sem falar ou apertar a mão de Trump. O
comportamento do zagueiro argentino chamou atenção porque os demais integrantes
das duas seleções cumprimentaram o presidente norte-americano durante a
passagem pelo pódio.
A reação de
Borja Iglesias foi diferente, mas também demonstrou desconforto. Ao receber a
medalha de campeão mundial, o atacante espanhol apertou rapidamente a mão de
Trump, evitou prolongar o contato visual e seguiu imediatamente para encontrar
os companheiros.
https://x.com/leylahamed/status/2078977582377115677
O jogador já
havia antecipado que não desejava permanecer muito tempo diante do presidente
dos Estados Unidos. Questionado antes da decisão sobre como reagiria ao
encontro, Iglesias respondeu:
“Não quero
que me mandem à prisão (risos). Espero que passe muito rápido e eu me esqueça.”
Conhecido
por manifestações políticas públicas, o atacante espanhol já havia criticado
Trump. Em maio, durante uma participação no programa espanhol “La Revuelta”,
Iglesias afirmou que era contrário ao político norte-americano porque “gosta
das pessoas que lutam pelo progresso e pela defesa dos valores fundamentais”.
Na véspera
da final, o jogador também usou as redes sociais para classificar como
“vergonha” os preços cobrados pelos ingressos da decisão. Algumas entradas
chegaram a ser oferecidas no mercado de revenda por valores equivalentes a R$
47 mil.
Trump foi
recebido com vaias vindas de diferentes setores do estádio quando entrou no
gramado para a cerimônia. Também houve aplausos, mas a manifestação contrária
ao presidente foi ouvida durante sua caminhada até o palco.
A
participação de Trump não terminou com a entrega das medalhas. Depois de ajudar
Infantino a entregar o troféu a Rodri, o presidente permaneceu no centro do
pódio enquanto os jogadores espanhóis se preparavam para levantar a taça.
Com isso,
Trump apareceu ao lado da seleção campeã em uma das imagens mais simbólicas da
competição: o primeiro momento em que o troféu foi erguido. Sua presença na
entrega havia sido anunciada previamente por Infantino, mas a permanência no
palco durante o início da comemoração ultrapassou a função inicialmente
prevista.
A atuação de
Trump em assuntos relacionados ao torneio já havia provocado controvérsia
durante a Copa. Uma ligação do presidente norte-americano para Infantino foi
apontada como parte da mobilização que antecedeu a suspensão da punição ao
atacante Folarin Balogun, expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia
e Herzegovina.
Após o
Comitê Disciplinar da Fifa permitir que Balogun enfrentasse a Bélgica nas
oitavas de final, Trump comemorou a decisão nas redes sociais:
“Obrigado à
FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça.”
Na premiação
da final, Romero adotou a atitude mais direta ao passar sem cumprimentar Trump.
Borja Iglesias, por sua vez, manteve apenas o contato protocolar que havia
indicado antes da partida, encerrando rapidamente o encontro com o presidente
norte-americano.
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