Attuch: a derrota é de Alcolumbre, não de Messias
Jornalista
afirma que governo Lula sofreu revés no Senado, mas destaca capacidade de
reação e rejeita tese de colapso político
30 de abril
de 2026, 06:38 h
Leonardo Attuch, em entrevista ao
jornalista Breno Altman (Foto: Reprodução Youtube)
Conteúdo postado por: Redação Brasil 247
247 – A
derrota de Jorge Messias no Senado, após sua indicação ao Supremo Tribunal
Federal pelo presidente Lula, abriu uma nova fase de tensão política em
Brasília. Em análise publicada na TV 247 nesta quinta-feira (30), o jornalista
Leonardo Attuch afirma que, embora o episódio represente um revés para o
governo, não significa nem o fim da gestão Lula nem o colapso de um projeto de
reeleição.
Segundo
Attuch, a leitura predominante na imprensa exagera as consequências da votação
no Senado. Ele reconhece que houve fragilidade momentânea, mas ressalta que o
governo dispõe de instrumentos políticos para reagir.
"Eu
acho que o Messias sai de cabeça erguida desse processo. Não foi derrotado por
nenhuma falta de qualidade jurídica, pelo contrário, foi derrotado pelos seus
méritos",
afirmou.
Para o
jornalista, a derrota não deve ser interpretada como um sinal definitivo de
enfraquecimento estrutural do governo. Ao contrário, ele sustenta que o
episódio expõe mais diretamente o papel do presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, e suas articulações políticas.
"A
sociedade brasileira ontem descobriu que o Senado Federal é presidido por um
gangster",
disse, em crítica à condução do processo.
Attuch
avalia que a movimentação liderada por Alcolumbre teria sido motivada por
interesses políticos ligados ao caso Banco Master, sugerindo que o senador
estaria sob pressão.
"Qual
é o medo do Alcolumbre? O Alcolumbre está completamente enrolado, na minha
opinião, no caso Master", declarou.
A análise
também aponta a participação de Flávio Bolsonaro nas articulações de
bastidores. Segundo Attuch, haveria um esforço político mais amplo para
proteger aliados envolvidos no caso.
"Nos
bastidores ele é o político que está prometendo uma espécie de proteção a todos
os indicados no caso Master", afirmou.
De acordo
com o jornalista, Alcolumbre teria sinalizado que não aceitará novas indicações
do governo Lula ao Supremo antes das eleições, apostando em uma eventual
mudança no cenário político em 2026. Ainda assim, Attuch reforça que o governo
não ficará passivo diante desse movimento.
"O
governo Lula vai dizer que faz parte da democracia, que tudo isso é natural,
que o Senado é soberano, como disse o próprio Messias, mas tem muitos
instrumentos para agir", afirmou.
Ele
destaca que o cenário tende a combinar uma aparência pública de conciliação com
disputas intensas nos bastidores.
"Na
aparência vai haver uma certa aparência de conciliação, mas vai ter muita
puxada de faca nos bastidores", disse.
Na
avaliação final, Attuch sustenta que o episódio não representa uma derrota
estratégica do governo Lula, mas sim um ponto de inflexão no jogo político, com
possíveis consequências para o próprio Alcolumbre e para setores da direita nas
próximas eleições.
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