23.4.17

MÃE DO TRUMP

VENTURA PICASSO
O alegre Sérgio Moro, palestrando, viajando e comendo nas melhores casas, sempre de olho no Lula, comparando a espionagem que fez contra a presidenta Dilma Rousseff ao estrago do chamado escândalo de Watergate. 

Ora bolas, Richard Nixon espionava, foi acusado em 1972 de grampear McGovern, seu adversário na campanha eleitoral. 
Os refugiados invisíveis pagam a conta

Moro, bisbilhotando, por sua vez, grampeou a bike 29 da presidenta e nada encontrou.

Empatou, ficou zero a zero.

O R. Nixon renunciou à presidência da república. O S. Moro é o herói provisório dos coxinhas globais, e dos futuros classe médias esfomeados e ambiciosos assinantes da Veja.

Nas escolas infantis, as crianças aprendem/iam que o presidente americano não mente.

Nixon entrou para a história como o primeiro presidente americano que mentiu.

Ninguém sabe como Moro entrará para a história. Provavelmente por ter exigido a presença de Lula em 87 oitivas das testemunhas de defesa. 

O sadismo provoca um custo financeiro que poderia ser evitado, o delegado lança na conta do Lula, o prejuízo no bolso. Oitenta e sete seria negociável?

Quem se opõe? 

Bernie Sanders, afirmou que Trump mente o tempo todo. As más línguas falam que todos os vendedores inventam histórias para seduzir o cliente. 

Trump corretor de imóveis, contemplou o EI no Afeganistão com um projétil de 10 toneladas. 

“A mãe de todas as bombas” (MOAB-GBU-43), lançada na província de Nangarhar, em 13 de abril de 2017, dirigida por GPS, a velocidade do som, destruiu o arsenal e matou apenas os terroristas do EI.
Com recursos divinos, podem crer, a mãe do Trump, desviou-se de mulheres, idosos, crianças, inválidos doentes, cães e gatos; de terroristas não. Acertou 94. 
O agente secreto ex-chefe da velha KGB, diante de tal acontecimento, esquenta a conjuntura, apresenta o “Pai do Putin” e a coisa ficou ruça.

Quem tem medo de quem? 

A bomba russa ou o “Pai de todas as bombas”, é quatro vezes mais robusta que a do concorrente. Desloca uma pressão igual a 44 toneladas de TNT, essa nervosa termobárica (AVBPM), vaporiza qualquer ser vivo ao seu alcance com grande ‘vantagem’ (?), não contamina o meio ambiente. 

Que ótimo!

Enquanto que com serviço próprio (self service), no Afeganistão, Trump entrega uma GBU-43 ao Estado Islâmico. 

Na Síria distribui um foguetório de 59 misseis Tomahawk, à base aérea Shayrat de Bashar Assad, na província de Homs.  

A armada nuclear americana que ia para a Coreia do Norte, mudou de rumo. Não era bem esse o endereço que os mercenários de Donald Trump procuravam; foi um lapso: “vamos nos divertir com cangurus na Austrália”. 

Quem tem (...); tem medo. 

Como o armamento americano chega ao EI? Não é fácil entender esse jogo. Quem abastece os terroristas? 

O material bélico é comprado legalmente pelo governo dos Estados Unidos, da Arábia Saudita e Israel. Durante o trajeto para entrega o armamento é desviado e cai nas mãos do Exército Islâmico, da Al-Qaeda, Taliban, Boko Haran etc (acidentalmente?).

Esses terroristas institucionais não sabem onde fica Israel? 

Em briga de cachorro grande, Pequinês não entra; apareceu o Kim Jong-um da Coreia do Norte levantando poeira. Jong-um é atualmente um perigo.

Shinzõ Abe, primeiro ministro e Akihito Imperador do Japão, aconselham Kim que o melhor caminho é montar uma mesa para jogar truco... o Japão, numa briga louca, vira pó.

Todos já chegaram à conclusão que mãe sempre tem razão; afinal, o “Pai do Putin” manda na “Mãe do Trump?   

FOTO DE LISA KRISTINE = ESCRAVIDÃO MODERNA QUE FONGIMOS NÃO VER.
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12.3.17

"QUEM É VOCÊ?"

VENTURA PICASSO

Em 1996 encontrei Jostein Gaarder na sua 12ª reimpressão de “O mundo de Sofia”. Trata-se de um romance de história da filosofia.
 
Capítulos curtos preenchendo 555 páginas de lições deliciosas. O anônimo bilhete pergunta: de onde vem o mundo em que vivemos?
Foto-internet ROBERT CAPA

Evidências científicas, continuamente observadas no universo, levam esse início à uma expansão cósmica, que chamam de Big Bang.

Há vinte e cinco anos não tínhamos WhatsApp, facebook o Twitter com seus 140 dígitos. A própria rede de computadores não infestava a sociedade. 

Nesse curto espaço de tempo (1996/17), o Brasil mudou de rota. Foi a morte da filosofia, sem sol, o sextante não funciona. Perdemos a ternura.

Retornamos ao romantismo do século XIX. A burguesia assume com liberdade total o direito de se locupletar, se fartar roubando os bens da nação. A parcela da população usada para golpear o governo, estava perdida atrás do Trio Elétrico, não estava ligada às correntes políticas de esquerda ou direita, inoculadas e adestradas com o ódio instruído pela mídia, revelaram-se infelizes simplesmente, os preconceituosos.

Em Marx podemos encontrar: “...os filósofos sempre tentaram interpretar o mundo, em vez de tentar modifica-lo”. 

***
Um papo no Jardim do Éden sobre o mundo: ‘...afinal de contas, algum dia alguma coisa tinha de ter surgido do nada...
 
Essa coisa protestava dentro de Sofia:

― “Embora não restasse dúvida de que Deus fosse capaz de criar todas as coisas possíveis, dificilmente ele poderia ter criado a si mesmo...”

*- Com extrema delicadeza, o professor Roelf Cruz Rizzolo, apresenta um tema controverso, em seu artigo ‘Fé e Falácia’, que redigiu no jornal Folha da Região de Araçatuba:
                        
“Se precisamos acreditar em fábulas da idade do bronze ou na recompensa ou castigo dos deuses para fazer o que é certo ou deixar de fazer o que é errado, há evidentemente algo de intrinsicamente equivocado em nossa formação moral, e quem sabe a religião tenha muito a ver com essa falha”.

***
A realidade mundial, neste começo de século, é um caos. A União Europeia, o Brexit, desintegra-se. O êxodo humano em fuga do norte da África e da Ásia provocado pelo terror das guerras, pela lógica inexplicável à busca louca do lucro absoluto, mas o petróleo e outros minerais explica tudo. Humanos, vítimas da chibata americana, em tal desespero, faz optar pela morte, a única alternativa para salvar a vida, aos milhares enfrentam o Mediterrâneo em direção à Itália e à Europa Central. 

Na América, Trump tuitando cobra o muro, mesmo que seja apenas uma cerquinha, do mexicano.

O chefe do Itamaraty, estelionatário mor do Brasil, e o receptador da Casa Branca.

Quando Trump recebeu o pedido de audiência e recepção do “diplomata” brasileiro,  perguntou ao continuo:

― O que se trata?
    
― Ele quer vender a Barreira do Inferno.

― Dispensa esse cara; ele não é o dono da Barreira; pensa que eu sou receptador de bens públicos roubados? Chama o segurança e põe esse espertalhão na rua. 

O Temer trocou o “diplomata”, mandou o outro para o inferno. 

Agora promovido a “diplomata”, preocupa-se com a Venezuela, alega que há uma ditadura, por outro lado deveria preocupar-se com a própria pele, se supõe que tenha recebido mais quinhentos mil, em nova delação; Aloysio ri à toa. 

“Quem é você”?
― Sou PSDB!

***
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27.2.17

Carnaval da Resistência

Ventura Picasso
O nosso carnaval de rua, do tipo vai quem quer, surpreendeu até o professor do Departamento de Relações Internacionais da UERJ Maurício Santoro (https://twitter.com/msantoro1978), alegremente desabafando: 
Quando você pede um 'Fora Temer'.
                                                  "Não sou cientista político, mas..." Amigos: fiz doutorado nesse troço e não tenho a menor ideia do que está acontecendo. 

O título do artigo ilustrado de Maurício chamou-me a atenção. O impossível aconteceu:
“Em toda parte… Nos blocos do carnaval 2017 há mais gente gritando "Fora Temer" do que beijando na boca”.

De um lado, se compararmos o Movimento Diretas Já de 1983-84, com uma mídia favorável e insegura, rendendo uma eleição presidencial indireta, Tancredo trazendo a reboque José Sarney, o herdeiro da festa, eleito que levou o mandato de cinco anos. 

De outro, o carnaval da resistência de 2017, com “FORA TEMER”, contra tudo e todos, principalmente contra o PIG comandado pela Rede Globo e seus pares, supera o evento paulista, que reuniu 1.500.000 pessoas no Vale do Anhangabaú, e 1.000.000 na Candelária, cidade do Rio. 

O desfecho do novo golpe, apesar de incerto, nos leva a um sistema parlamentarista entre compadres, e descaradamente encaminhando a  uma proposta de poder eterno. 
    
Não é arrojo político ou coragem bandida, para avançar sobre os direitos da nação, que não dá samba, mas a falta de pudor distribuído entre os três poderes nos entristece.

Em toda a nossa história, o Brasil nunca foi tão achacado, por seus supostos protetores, como é atualmente.

É tanto dinheiro roubado que, seguramente, será um grande problema gastá-lo. 23 milhões não é possível gastar em uma vida. 

Para repetir a história das ‘Diretas Já’, expulsar os golpistas e ladrões do Brasil, precisamos atender as novas demandas que exigem o barulho do batuque, do samba, do rap de todas as bandas em todos os cantos.

No primeiro carnaval do Golpe:
“Fora, fora Temer/ Ninguém te aguenta mais”, tripudia a marchinha do bloco Sai na Marra.

Somos um povo alegre por excelência, podemos enfrentar o jornalismo mentiroso e a Tropa de Choque, cantando e dançando nas ruas, nossa arma moderna, o nosso protesto, é o Carnaval da Resistência.

Foto: C5muKp1WAAQzjC7
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