16.8.11

Afogaram o DAEA

Eu só quero entender (macaquice).
Quem pode me explicar, como uma empresa que industrializa e vende um produto essencial, sem concorrência, numa cidade com mais de 180 mil habitantes, com quase 100% das propriedades ligadas ao sistema de consumo, não tenha como sobreviver?

Assistindo ao filme “O Divo”, a máfia no governo, aprendi uma frase rara com Giulio Andreotti: “Algumas pessoas vão à igreja para rezar outras, porém vão para falar com o padre”. O Valdir Silvestre, que não tem nada com o Divo, conversando com seus paroquianos na São Paulo Apóstolo, elaborou um abaixo assinado para reverter a brincadeira que os vereadores aprontaram nas férias do último verão.

Em 83 páginas juntaram 2898 motivos pra vereador nenhum ter dúvidas da arte que aprontaram.

Fomos enganados tivemos os nossos direitos prejudicados em 10 de janeiro, pelos vereadores, nas férias parlamentares: Cláudio Henrique da Silva (PMN), Durvalina Garcia (PT), Edval Antonio dos Santos (PP), Joaquim da Santa Casa (PDT), Olair Bosco (PP), e Rivael Papinha (PSB), conforme cita a Folha da Região (14/08/2011), liberando o caminho para eliminar o direito de consulta popular em defesa do DAEA.

O Partido dos Trabalhadores-PT, guardião e baluarte das lutas em defesa dos movimentos sociais não sabe da existência do abaixo assinado. Se soubesse a sociedade estaria mobilizada para enfrentar esses agressores. Esperamos que ao tomar conhecimento, o partido encampe essa luta que é de todos. 2898 assinaturas é pouco, a prefeitura de Araçatuba merece 35 mil assinaturas contra o absurdo neoliberal proposto, distraidamente, pelo governo.

A administração de uma empresa, se micro ou multinacional, o primeiro quesito é hombridade (palavra). Não é preciso formação universitária, basta saber as quatro operações. Não precisa ser engenheiro, ou doutor em qualquer área, precisa apenas disciplina para não comprar mais do que vende. Precisa conhecer o território físico ocupado pela empresa. Saber conversar com quem lava os banheiros, quem faz café e quem recepciona os clientes, essa é a única forma de se conhecer os intestinos de uma entidade pública ou privada. Quantos funcionários é preciso para atender a demanda. Quais são os clientes, quem compra e paga; quem leva e não paga e por quê?

A Infra quer arrancar dos munícipes de Araçatuba, o DAEA. Nós os prejudicados, queremos saber se, para fazer funcionar todos os departamentos, a Infra nos revela quantos funcionários seriam necessários?

A empresa está inchada? Para a iniciativa privada há um excesso de pessoal; para a prefeitura não? Certamente o presidente da autarquia não conhece as quatro operações; coitado! Afogaram o DAEA. Precisamos da autarquia viva, e não da morbidez da atual direção. Substitua-o...

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Foto – Caricaturas de João Abel Manta http://4.bp.blogspot.com/_1O80CFZ_Yu8/SDk3ECRUhLI/AAAAAAAACOU/Yy-ZZLCTz8g/s400/MANTA2.jpg

11.8.11

Rabo de Galo

Empolgado, o alegre vereador e professor Cláudio, da bancada governista, ironicamente afirma que não sabe quantos cargos comissionados, considerados ilegais, o Ministério Público esta questionando: “trezentos e noventa, ou trezentos e noventa e cinco”.

A obrigação do vereador, além de legislar, é fiscalizar o prefeito Cido Sério. Só por isso ele não deveria ter dúvidas sobre a quantidade de comissionados herdados de Maluly, e os que foram espertamente criados pelo governo herdeiro, incluindo-se os protegidos da Câmara.

As ações do PT-Ata, não estão se encaixando com a história tradicional do partido. Em nossa cidade o Partido dos Trabalhadores, não é aquele que conheço, enturmando-se com seus coligados, chefiado pelo governo municipal, minguou, não é diferente dos outros. Como diria o malabarista bêbado na Boca do Porco: “misturaram a cachaça?”, virou Rabo de Galo.

Ao derrotar o malulysmo, os eleitores do PT esperavam mudar a história do lugar, abrindo caminho para que a modernidade entrasse pela porta da frente, para sempre. Mas, o mais antigo Ex-deputado Federal vivo do Brasil, doente, cansado, cassado e aposentado continua em plena atividade. Sem cargo, dá trabalho, distribui serviços, fica de olho; Quem pode manda!

A bancada governista de hoje, é igual às outras, como aquela que segurou Maluly 7½ anos, enquanto a oposição gritava e exigia “ética na política”. A qualidade dos vereadores que dão suporte ao governo atualmente, assim como os anteriores, fecham todas as brechas possíveis que permitam a passagem da lei. Os éticos perderam-se no pó do tempo.

Os presidentes dos partidos políticos, articulados determinaram que, na Câmara de Araçatuba, haverá 17 vagas a vereadores na próxima gestão. Não haverá debate com os eleitores, nem entre os parceiros legisladores, uma vez já acertadas as cadeiras no conchavo ao pé do ouvido. As vaias de agosto não encontrarão eco no legislativo. Não haverá discursos em defesa das 17 vagas, o voto será sussurrado.

A moeda de troca, para garantir o mandato de uns poucos vereadores, está na aprovação do novo projeto defendendo a volta do plebiscito sobre o Daea. As cartas estão na mesa; Estou pagando para ver.

O custo com o aumento do número de vereadores na câmara será o mesmo: O percentual é estabelecido em lei, o duodécimo é fixo. E o custo paralelo, se é que existe, quanto será? Com 12 parlamentares, acrescentaram, conforme informação incerta do vereador Cláudio, mais de 390, com 17 a quantos cargos chegarão?

Ventura Picasso – Cia dos Blogueiros – 2144.

Foto pg 4- Galo+da++madrugada+_4_.jpg - 261studio.com
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