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Problema mal resolvido |
―”Vivemos dias difíceis!” A afirmação é do apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios, escrita por volta do ano 60. As circunstâncias são diversas, evidente, mas a sensação é idêntica! Vivemos dias turbulentos e incertos.
A redução da maioridade penal, dando lucro aos oportunistas políticos, em ano eleitoral, como se todos os crimes fossem cometidos por menores de idade. Apresentam e discutem Projetos de Leis no Congresso, leis que já existem e que o próprio Estado não cumpre.
A midia libertária escandaliza a nação, com os crimes desses infratores. Não divulgam que os adolescentes podem ficar até nove anos em regime socioeducativo.
A notícia do menor infrator serve de biombo para a pobre realidade da segurança pública de S. Paulo. Em 2010 foram assassinadas vinte e quatro crianças por dia. A mídia viu?
“O adolescente não pode ser responsabilizado pela violência no Brasil.” (Maria Izabel da Silva do Conanda e Pedro Paulo Guerra de Medeiros da OAB).
Os ataques constantes de grandes grupos de criminosos, uma verdadeira guerra urbana saqueando bancos, sitiando pequenas cidades, enfrentando a Polícia Militar com poder de fogo invejável, equivalente e colocando em xeque a competência administrativa do setor.
Na TV o delinquente menor é mais perigoso que os quadrilheiros do crime organizado. Os 22 anos de cadeia para o tucano Azeredo, não vale uma manchete de primeira página.
O ex-governador Mário Covas, estressado com seus secretários da área, inconformado com as rebeliões na época, foi passar uma noite na FEBEM.
Saiu enfezado, como entrou. Tomou uma decisão histórica: trocou o nome da coisa para Fundação Casa.
Por fim, o Padre Charles nos deixa uma lição: “Muitos dos problemas e contratempos que perturbam a vida da sociedade moderna são endêmicos. Quem observa a natureza aprende que quando um problema reaparece insistentemente é porque foi mal resolvido”.
Ventura Picasso