Ventura Picasso
O nosso carnaval de rua, do tipo vai quem quer,
surpreendeu até o professor do Departamento de Relações Internacionais da UERJ Maurício
Santoro (https://twitter.com/msantoro1978), alegremente desabafando:
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Quando você pede um 'Fora Temer'. |
― "Não sou cientista político, mas..." Amigos: fiz doutorado
nesse troço e não tenho a menor ideia do que está acontecendo.
O título do artigo ilustrado de Maurício chamou-me a atenção. O
impossível aconteceu:
“Em toda parte… Nos blocos do carnaval 2017 há
mais gente gritando "Fora Temer" do que beijando na boca”.
De um lado, se compararmos o Movimento Diretas Já de
1983-84, com uma mídia favorável e insegura, rendendo uma eleição presidencial
indireta, Tancredo trazendo a reboque José Sarney, o herdeiro da festa, eleito
que levou o mandato de cinco anos.
De outro, o carnaval da resistência de 2017, com “FORA
TEMER”, contra tudo e todos, principalmente contra o PIG comandado pela Rede
Globo e seus pares, supera o evento paulista, que reuniu 1.500.000 pessoas no
Vale do Anhangabaú, e 1.000.000 na Candelária, cidade do Rio.
O desfecho do novo golpe, apesar de incerto, nos leva a
um sistema parlamentarista entre compadres, e descaradamente encaminhando a uma proposta de poder eterno.
Não é arrojo político ou coragem bandida, para avançar
sobre os direitos da nação, que não dá samba, mas a falta de pudor distribuído entre
os três poderes nos entristece.
Em toda a nossa história, o Brasil nunca foi tão achacado,
por seus supostos protetores, como é atualmente.
É tanto dinheiro roubado que, seguramente, será um grande
problema gastá-lo. 23 milhões não é possível gastar em uma vida.
Para repetir a história das ‘Diretas Já’, expulsar os
golpistas e ladrões do Brasil, precisamos atender as novas demandas que exigem
o barulho do batuque, do samba, do rap de todas as bandas em todos os cantos.
No primeiro carnaval do
Golpe:
“Fora, fora Temer/ Ninguém
te aguenta mais”, tripudia a marchinha do bloco Sai na Marra.
Somos um povo alegre por excelência, podemos enfrentar o
jornalismo mentiroso e a Tropa de Choque, cantando e dançando nas ruas, nossa
arma moderna, o nosso protesto, é o Carnaval da Resistência.
Foto: C5muKp1WAAQzjC7
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