24.3.15

HIROSHIMA



meu amor.
                                                                              Ventura Picasso 24032015.

Para não esquecer os que sentiram o cheiro da morte, cantando a melancólica ‘Rosa (de Hiroshima) radioativa’ de Vinicius de Moraes.

O evento planejado para destruir a cidade, com dia e hora marcada, sem conhecer o poder da bomba, Harry Truman aclamado “herói” estadunidense, preferiu os mortos, para evitar a partilha do território japonês com os russos. Duzentas mil vidas em poucos minutos.

Os que ficaram marcados
Um casal na cama, unidos pelo medo, fazem amor apaixonados. Eles não se conheciam. Na memória ficaram as imagens da topografia coberta por corpos cremados. O silêncio mórbido das cinzas quebrado pelo som do vento causado pela explosão. Cada um interpretava a realidade segundo a própria sensibilidade emocional: Ela pela paz; Ele pela justiça.                                           
Coincidências ou não!

Os recentes acontecimentos sociais em solo brasileiro chamou-me a atenção mais uma vez sobre memória, consciência e liberdade de expressão.

Os que perderam a eleição, não querem justiça contra corrupção, os oponentes ao governo federal, optaram pelos mortos. 

Destruir o Brasil com tudo o que existe nele é motivo de grande prazer. A grande vitória! O homem que não se destaca, o candidato da oposição, de qualidade inferior perdeu a disputa. Fosse melhor poderia vencer.
 
Nas manifestações de junho não havia o ‘Fora Dilma’. A mídia vadia cobrou dos manifestantes contratados, e estes logo a seguir atenderam ao cornetaço. Os jagunços da oposição impuseram a pauta permanente antidemocrática. Decretaram a extinção do PT, de Dilma e de Lula.

O impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, encomendado por Fernando Henrique Cardoso, foi à senha para a derrubada da democracia. Golpe!

Foi três momentos postiços, subtraindo da realidade, a ambicionada aventura de voltar a governar e vender o que restou do país, após a derrota tucana: O ‘Fora Dilma’, o ‘Impeachment’, e o ‘Vende-se a Petrobras’. 

Quando o jurista Ives Gandra Martins, relatando em entrevista, ao atender a encomenda, afirmou que há elementos jurídicos para admissão do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, não sei como, resgatei na minha memória adormecida, o PROJETO SIVAM – Sistema de Vigilância da Amazônia em 1993. Há no pacote desse caso, alguns nomes com sobrenomes homônimos: Cardoso/Martins etc.
Sistema de Vigilância da Amazônia

Fui apaixonado pela FAB. Não vi o resultado final da CPI. Houve CPI?
  
A Raytheon Company levou US$1,4 bilhão de dólares, sem concorrência. 

Historicamente, o tempo não perdoa, mesmo sem memória, a verdade prevalece. 
 
A Rede Globo, gozando e extravasando a liberdade de expressão, está empenhada a transformar FHC em herói nacional para “salvar” o Brasil. Aécio, sonha com a presidência, com o apoio dos traidores.
  
Como Truman que “salvou” o Japão destruindo Hiroshima e Nagasaki. Transformou seu cúmplice, Douglas MacArthur por seis anos, em governador dos japoneses. Preservando ‘cientificamente’ o Imperador Hirohito (crimes de guerra), considerado deus pela sociedade japonesa, para modificar a cultura de um povo evoluído em nação omissa.

Hoje, 'juntos e misturados', se divertem em Miami; para esquecer o passado!

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3 comentários:

Célia Rangel disse...

... em Miami... e, com altos créditos nas verdinhas...
Elis Regina, em "Querelas do Brasil"diz muito:

O Brazil não conhece o Brasil
O Brasil nunca foi ao Brazil
Tapir, jabuti, liana, alamandra, alialaúde
Piau, ururau, aqui, ataúde
Piá, carioca, porecramecrã
Jobim akarore Jobim-açu

Abraço.

Ventura Picasso disse...

Bom dia Célia,
A maioria das pessoas que estão nas ruas contra o governo federal não conhecem o Brasil. Não fazem a menor alusão sobre o país potência. Não conseguem rascunhar a conjuntura política, social e econômica. Por falta de recurso linguístico vão para as ruas aos palavrões contra a presidenta que nos representa; consequentemente, somos xingados por um bando que representa massa de manobra(típica). Não sou ligado a nenhuma religião, mas assim como o cristão brasileiro não imita Cristo em sua vida pública há uma palavra Dele na hora da morte que merece uma reflexão: "Pai, perdoe-os; eles não sabem o que fazem". abração.

Elaine Crespo disse...

Adoro ler este Blog. Beijos amigo.