Ventura Picasso
Como o corintiano se sentiu diante da ofensa feita por Cristian
‘Jezabel’? Para ele naquele momento o mais importante era o jogo; Ele não ficou
com medo.
Saltitando em volta do loiro e grandalhão adversário, Elias
não só pensou, mas falou para González olhando para cima: “Fala quem é macaco
seu filho da puta”?
O atleta do
Corinthians é um negro emocional, tem alma e sentimento humanos, embora o
jogador uruguaio não aceite e ignore.
Certamente José “Pepe” Mujica, está constrangido, com a
atitude selvagem e ordinária do 17 do Danúbio.
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17 - Bicho do Barão J. Batista |
Cristian González 17 na camisa, defensor da esquadra
uruguaia, coincidência ou não, leva às costas o número que representa o macaco
no nosso respeitado e ilegal jogo do bicho, inventado pelo Barão João Batista
Viana Drummond, no começo da república em 1892, funcionando como a Bolsa de
Valores.
Racismo ou injúria racial é bom que fique claro, pouco importa
à torcida, que sejam crimes. Na diretoria do Timão há um Deputado Federal,
FEDERAL, um dos melhores dirigentes de futebol da atualidade.
E se é crime Andres Sanchez, exerça a função que lhe
cabe: Denuncie! A FIFA, a CBF e a FPF mandam no mundo. Eles não permitem que os
crimes dentro do campo de jogo, entre boleiros, sejam encaminhados para a
justiça comum. Gonzáles não poderia sair do país sem prestar contas de seus
atos.
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Macaco de Cristian Gonzáles |
Acontece, meu caro Deputado, que alguns velhotes acreditam
que esporte é cultura, e como tal deve respeito à sociedade e seguir as normas
constitucionais da justiça brasileira.
Dirigentes omissos como Roberto de Andrade que obedecem as organizações esportivas, mas não teme a legislação que defende os Direitos Humanos.
Esses não podem comandar nenhum tipo de espetáculo.
“A decisão não é nossa, é do atleta”: Sem essa presidente,
o clube é responsável por todos os atletas dentro e fora de campo. Assuma!
Só o cúmplice não se dispõe a denunciar um crime, mas poderá
ser denunciado.
Elias foi como tantos outros, docilizado pelos
diretores que o controlam. É crime, diz ele, mas deixa pra lá!
Ele sabe que os seus antepassados são apenas pó e não
podem ajudar ninguém. Cale-se!
Diante a ameaça de ‘Jezabel’, Elias orou: ”Não sou
melhor que os meus antepassados”.
Saber calar é uma arte?
1880
2 comentários:
... dá para cantarmos: "lerelere... lerelerelele"...
O futebol arte, o futebol diversão familiar, já se tornou saudade...e, educação para esses "senhores" é na base do quem pode mais chora menos...
Abraço.
Oi Célia - na década de 50 eu era adolescente. Vivendo em SP, frequentei constantemente os jogos no Pacaembu. Minha 1ª vez foi na Copa do Mundo - Brasil X Uruguai - Minha última vez foi em outubro de 2001 - Com ingresso de numerada não consegui entrar no estádio - nunca mais fui ao estádio. Sou testemunha ocular da decadência social que nos aflige.
Chamar um negro de macaco sempre foi ofensa. O vocabulário 'politicamente correto', atualizado não acrescentou nada a essa palavra macaco; segue como antes - era motivo de briga. Esses dirigentes que controlam o comportamento dos atletas devem ser responsabilizados quando evitam a denuncia em flagrante delito. O que Elias vai dizer quando chegar em casa para a esposa, filhos, pai e mãe? O atleta não é uma máquina a serviço do Tite e de seus diretores.
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