4.4.15

Quem é macaco?



 Ventura Picasso
Como o corintiano se sentiu diante da ofensa feita por Cristian ‘Jezabel’? Para ele naquele momento o mais importante era o jogo; Ele não ficou com medo.

Saltitando em volta do loiro e grandalhão adversário, Elias não só pensou, mas falou para González olhando para cima: “Fala quem é macaco seu filho da puta”?   
O atleta   do Corinthians é um negro emocional, tem alma e sentimento humanos, embora o jogador uruguaio não aceite e ignore. 
 
Certamente José “Pepe” Mujica, está constrangido, com a atitude selvagem e ordinária do 17 do Danúbio.

17 - Bicho do Barão J. Batista
Cristian González 17 na camisa, defensor da esquadra uruguaia, coincidência ou não, leva às costas o número que representa o macaco no nosso respeitado e ilegal jogo do bicho, inventado pelo Barão João Batista Viana Drummond, no começo da república em 1892, funcionando como a Bolsa de Valores. 

Racismo ou injúria racial é bom que fique claro, pouco importa à torcida, que sejam crimes. Na diretoria do Timão há um Deputado Federal, FEDERAL, um dos melhores dirigentes de futebol da atualidade.

E se é crime Andres Sanchez, exerça a função que lhe cabe: Denuncie! A FIFA, a CBF e a FPF mandam no mundo. Eles não permitem que os crimes dentro do campo de jogo, entre boleiros, sejam encaminhados para a justiça comum. Gonzáles não poderia sair do país sem prestar contas de seus atos. 

Macaco de Cristian Gonzáles
Acontece, meu caro Deputado, que alguns velhotes acreditam que esporte é cultura, e como tal deve respeito à sociedade e seguir as normas constitucionais da justiça brasileira.

Dirigentes omissos como Roberto de Andrade que obedecem as organizações esportivas, mas não teme a legislação que defende os Direitos Humanos.
Esses não podem comandar nenhum tipo de espetáculo.
  
“A decisão não é nossa, é do atleta”: Sem essa presidente, o clube é responsável por todos os atletas dentro e fora de campo. Assuma!

Só o cúmplice não se dispõe a denunciar um crime, mas poderá ser denunciado. 

Elias foi como tantos outros, docilizado pelos diretores que o controlam. É crime, diz ele, mas deixa pra lá!  
Ele sabe que os seus antepassados são apenas pó e não podem ajudar ninguém. 

Cale-se! 
 
Diante a ameaça de ‘Jezabel’, Elias orou: ”Não sou melhor que os meus antepassados”.

Saber calar é uma arte?  

1880

2 comentários:

Célia Rangel disse...

... dá para cantarmos: "lerelere... lerelerelele"...

O futebol arte, o futebol diversão familiar, já se tornou saudade...e, educação para esses "senhores" é na base do quem pode mais chora menos...

Abraço.

Ventura Picasso disse...

Oi Célia - na década de 50 eu era adolescente. Vivendo em SP, frequentei constantemente os jogos no Pacaembu. Minha 1ª vez foi na Copa do Mundo - Brasil X Uruguai - Minha última vez foi em outubro de 2001 - Com ingresso de numerada não consegui entrar no estádio - nunca mais fui ao estádio. Sou testemunha ocular da decadência social que nos aflige.
Chamar um negro de macaco sempre foi ofensa. O vocabulário 'politicamente correto', atualizado não acrescentou nada a essa palavra macaco; segue como antes - era motivo de briga. Esses dirigentes que controlam o comportamento dos atletas devem ser responsabilizados quando evitam a denuncia em flagrante delito. O que Elias vai dizer quando chegar em casa para a esposa, filhos, pai e mãe? O atleta não é uma máquina a serviço do Tite e de seus diretores.