O presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em São Paulo: o evento "Lula
em São Paulo: O Brasil Pronto Pra Mais", realizado na Avenida Paulista,
São Paulo – SPCrédito: Ricardo Stuckert
“A
Paulista não é da direita, é do povo”, diz Lula em caminhada com Haddad em SP
Na véspera
da votação, o presidente também pediu que militantes e apoiadores continuassem
buscando votos até este domingo
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postado por:Laís
GouveiaPublicado em 3 de outubro de 2026 às 15:36♥Apoie o 247
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247 – O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) afirmou neste sábado (3), durante seu último ato de campanha em São
Paulo antes do primeiro turno, que a Avenida Paulista, lugar icônico das
grandes manifestações políticas, Paulista não é da direita, é do povo
O presidente
estava acompanhado por aliados como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone
Tebet, além de uma multidão que lotou o local aos gritos de “democracia”.
“Vamos às
urnas amanhã [domingo] com muita tranquilidade sabendo o que está em jogo. De
um lado a democracia e a soberania, do outro lado a barbárie e a corrupção. Do
outro lado nós estamos trabalhando com um chefe de quadrilha. Estamos
trabalhando contra crime organizado. Por isso, nós vamos precisar da força de
vocês”, afirmou Lula.
Na véspera
da votação, o presidente também pediu que militantes e apoiadores continuassem
buscando votos até este domingo (4).
“A partir
dessa passeata ninguém descansa. É preciso conversar com as pessoas na rua, no
bar, na igreja, no comércio para que a gente convença todo mundo a ir votar”,
disse.
Ao longo do
discurso, Lula voltou a apresentar a eleição como uma disputa entre projetos
políticos opostos. O presidente associou seu campo à defesa da democracia e de
direitos sociais e classificou o campo adversário como ligado à “barbárie”.
“De um lado
está a democracia, aqueles que defendem os direitos humanos, educação, ciência
e tecnologia, cidadania, e do outro lado está a barbárie”, declarou.
Lula também
mencionou as investigações envolvendo irregularidades na Previdência Social e
citou o banqueiro Daniel Vorcaro.
“Essa é a
caminhada que prendeu a quadrilha da Previdência Social criada pelo Bolsonaro,
que tornou o banqueiro prisioneiro, o [Daniel] Vorcaro. E eles estão com muito
medo porque a cada dia aparece coisa nova”, afirmou.
Durante o
ato deste sábado, Lula também afirmou que pretende promover uma “revolução
educacional e tecnológica” caso seja reeleito.
Ao convocar
eleitores para participar da votação, o presidente fez um apelo específico aos
mais velhos e citou a própria idade.
“Precisamos
convencer as pessoas de 70 anos que eles precisam votar pelos seus filhos, seus
netos e seus bisnetos. Ninguém pode se considerar incapaz com 70 anos. Eu tenho
80 e me sinto um menino de 15”, declarou.
Lula afirmou
ainda esperar uma vitória no primeiro turno e pediu que apoiadores retornem à
Avenida Paulista após o encerramento da votação.
Outro tema
abordado no discurso foi o uso de cartões de crédito. O presidente voltou a
criticar o envio de cartões por instituições financeiras sem solicitação dos
clientes, após declarações anteriores sobre o tema gerarem reação da oposição.
Na
sexta-feira (2), Lula havia escrito nas redes sociais: “Claro que sei da
importância do crédito para a vida das famílias. Cada cidadão tem o direito de
ter quantos cartões de crédito quiser”.
Na mesma
publicação, acrescentou: “O que não aceito é que bancos enviem para a casa das
pessoas sem que elas tenham solicitado. Vamos acabar com essa prática e com os
juros abusivos no Brasil.”
Neste
sábado, o presidente afirmou que suas declarações haviam sido distorcidas.
“O que eu
acho é que o cartão de crédito tem que ser distribuído com seriedade para quem
pedir cartão de crédito. Quem quiser cartão de crédito que peça para o banco. O
banco não pode ficar mandando para a casa das pessoas sem as pessoas pedirem”,
disse.
Lula voltou
a criticar os juros cobrados no cartão e defendeu mudanças na relação entre
instituições financeiras e consumidores.
“Cartão de
crédito é responsabilidade. Primeiro porque o juros do cartão de crédito é uma
roubalheira. Por isso, no quarto mandato vamos moralizar essa coisa do crédito
Brasil. O sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganhe dinheiro investindo na
produção e não extorquindo o povo brasileiro com taxa de juros impagáveis.”
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