20.12.11
Fechado pra balanço
25.11.11
6.10.11
Pensando a Cidade

E o momento é oportuno, apesar de não haver mais tempo para salvarmos a autarquia. A história bem contada por Napo na pg. C2 do Caderno Vida da Folha da Região, serve de reflexão sobre a grande decepção, aos habitantes da cidade os legítimos proprietários do Daea, causada pelo prefeito.
Gera polêmica as palavras do alcaide que promete controlar ou fiscalizar os preços da nossa agua. A telefônica privatizada acrescentou apenas 500% em suas tarifas; As eletricas modestamente reajustaram seus preços em 150%. Das 166 empresas privatizadas de 1990 a 1999, os trabalhadores perderam 546 mil postos de serviços.
Gay Talese, jornalista e escritor top, com 10 anos de New York Times, falando de lugares e pessoas ao estilo Napo, sem dúvida se ocuparia da bizarrice feita com o Daea, e intitularia em manchete ao seu estilo: “Araçatuba traída. Só falta o governo quitar todas as dívidas do Daea, assim como perdoar os grandes devedores, e entrega-lo zerado ao felizardo vencedor do leilão; Não, o povo não pode fazer nada”.
Só o Saco de Dinheiro faz!
O Partido dos Trabalhadores-PT de Araçatuba nos deve explicações sobre a submissão aos mandos do governo. Empresa privada busca o lucro e não o bem comum. Que projeto socialista é esse?
Está escrito que o modelo de socialismo petista é radicalmente democrático, em caso contrário, não será socialismo. Consta nos documentos básicos do partido, a fidelidade ao compromisso com o povo brasileiro, sendo um partido de massa, sempre lutando por liberdade e justiça, com mecanismos ágeis de Consulta Popular, não havendo essa prática politica, esses documentos são meras teses abstratas e descartáveis.
Que atitude é essa?
A Câmara ainda se debate para aprovar um Código de Ética que não seja uma cobra de duas cabeças. Possivelmente convidada para obedecer e não para legislar sobre esse projeto privatista. Afinal, o tal ‘Saco de Dinheiro’ conseguiu derrotar a Consulta Popular, exigência e arma democrática do PT em defesa dos interesses do povo?
O processo de privatização da Vale do Rio Doce transcorreu sobre suspeitas de corrupção, com denuncias de cobrança de propinas milionárias, o famoso saco de dinheiro do século 20. A Vale S.A. a maior produtora de minério de ferro do mundo, privatizada por R$3,3 bi em 1997, valor que representava o faturamento de um ano de sua produção, hoje de três meses.
Jorge Napoleão Xavier, em “Cidade”, nos diz: “quem sabe se na esquina do futuro serão recordados os que fundaram o DAEA”.
Pensando a cidade; Faltou respeito ao Manifesto de Fundação do PT, e pela empresa pública araçatubense, o mesmo respeito que faltou aos pracinhas mortos na Itália que deram a vida em troca da maior mineradora de ferro do mundo.
2447
Ventura Picasso – SINTAPI: Sindicato dos Trabalhadores Aposentados, Pensionistas e Idosos e filiado a Cia dos Blogueiros.
End. Foto http://www.lr1.com.br/arquivos/notdestaque/capa_daea.jpg
4.9.11
Quem não vota vaia
Ventura Picasso – Secretário Geral do SINTAPI Sindicato dos Trabalhadores Aposentados, Pensionistas e Idosos e Blogueiro.
Foto - http://jairfeitosa.blogspot.com/2010/02/blog-post.html https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicL1pUit696Y8KxtSvrVz0HOOUtMHl_UOH1lARrmwUyMYKt94mHG-Gwppwwwi4-1GSlj2SoXtZXVFzREXyK9zuO5qVa0_jFVh4pXscdP-0DjqS8PzkTFgOhl5j1acEAwftkPA0/s400/vaias.JPG
16.8.11
Afogaram o DAEA

Quem pode me explicar, como uma empresa que industrializa e vende um produto essencial, sem concorrência, numa cidade com mais de 180 mil habitantes, com quase 100% das propriedades ligadas ao sistema de consumo, não tenha como sobreviver?
Assistindo ao filme “O Divo”, a máfia no governo, aprendi uma frase rara com Giulio Andreotti: “Algumas pessoas vão à igreja para rezar outras, porém vão para falar com o padre”. O Valdir Silvestre, que não tem nada com o Divo, conversando com seus paroquianos na São Paulo Apóstolo, elaborou um abaixo assinado para reverter a brincadeira que os vereadores aprontaram nas férias do último verão.
Em 83 páginas juntaram 2898 motivos pra vereador nenhum ter dúvidas da arte que aprontaram.
Fomos enganados tivemos os nossos direitos prejudicados em 10 de janeiro, pelos vereadores, nas férias parlamentares: Cláudio Henrique da Silva (PMN), Durvalina Garcia (PT), Edval Antonio dos Santos (PP), Joaquim da Santa Casa (PDT), Olair Bosco (PP), e Rivael Papinha (PSB), conforme cita a Folha da Região (14/08/2011), liberando o caminho para eliminar o direito de consulta popular em defesa do DAEA.
O Partido dos Trabalhadores-PT, guardião e baluarte das lutas em defesa dos movimentos sociais não sabe da existência do abaixo assinado. Se soubesse a sociedade estaria mobilizada para enfrentar esses agressores. Esperamos que ao tomar conhecimento, o partido encampe essa luta que é de todos. 2898 assinaturas é pouco, a prefeitura de Araçatuba merece 35 mil assinaturas contra o absurdo neoliberal proposto, distraidamente, pelo governo.
A administração de uma empresa, se micro ou multinacional, o primeiro quesito é hombridade (palavra). Não é preciso formação universitária, basta saber as quatro operações. Não precisa ser engenheiro, ou doutor em qualquer área, precisa apenas disciplina para não comprar mais do que vende. Precisa conhecer o território físico ocupado pela empresa. Saber conversar com quem lava os banheiros, quem faz café e quem recepciona os clientes, essa é a única forma de se conhecer os intestinos de uma entidade pública ou privada. Quantos funcionários é preciso para atender a demanda. Quais são os clientes, quem compra e paga; quem leva e não paga e por quê?
A Infra quer arrancar dos munícipes de Araçatuba, o DAEA. Nós os prejudicados, queremos saber se, para fazer funcionar todos os departamentos, a Infra nos revela quantos funcionários seriam necessários?
A empresa está inchada? Para a iniciativa privada há um excesso de pessoal; para a prefeitura não? Certamente o presidente da autarquia não conhece as quatro operações; coitado! Afogaram o DAEA. Precisamos da autarquia viva, e não da morbidez da atual direção. Substitua-o...
2337
Foto – Caricaturas de João Abel Manta https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWljUGwFidXr9-8H8heWckbBfzqVIrN7iaFkMUilVdHhyphenhyphenBUZonYViC9r6f-OILsPaPyO6MYWs_ng2FX5OQ3I82BzFx1GgMmqhbvCISXGFWyDWpegGz3WcdGvQ3qTa6dx_Poju-/s400/MANTA2.jpg
11.8.11
Rabo de Galo

A obrigação do vereador, além de legislar, é fiscalizar o prefeito Cido Sério. Só por isso ele não deveria ter dúvidas sobre a quantidade de comissionados herdados de Maluly, e os que foram espertamente criados pelo governo herdeiro, incluindo-se os protegidos da Câmara.
As ações do PT-Ata, não estão se encaixando com a história tradicional do partido. Em nossa cidade o Partido dos Trabalhadores, não é aquele que conheço, enturmando-se com seus coligados, chefiado pelo governo municipal, minguou, não é diferente dos outros. Como diria o malabarista bêbado na Boca do Porco: “misturaram a cachaça?”, virou Rabo de Galo.
Ao derrotar o malulysmo, os eleitores do PT esperavam mudar a história do lugar, abrindo caminho para que a modernidade entrasse pela porta da frente, para sempre. Mas, o mais antigo Ex-deputado Federal vivo do Brasil, doente, cansado, cassado e aposentado continua em plena atividade. Sem cargo, dá trabalho, distribui serviços, fica de olho; Quem pode manda!
A bancada governista de hoje, é igual às outras, como aquela que segurou Maluly 7½ anos, enquanto a oposição gritava e exigia “ética na política”. A qualidade dos vereadores que dão suporte ao governo atualmente, assim como os anteriores, fecham todas as brechas possíveis que permitam a passagem da lei. Os éticos perderam-se no pó do tempo.
Os presidentes dos partidos políticos, articulados determinaram que, na Câmara de Araçatuba, haverá 17 vagas a vereadores na próxima gestão. Não haverá debate com os eleitores, nem entre os parceiros legisladores, uma vez já acertadas as cadeiras no conchavo ao pé do ouvido. As vaias de agosto não encontrarão eco no legislativo. Não haverá discursos em defesa das 17 vagas, o voto será sussurrado.
A moeda de troca, para garantir o mandato de uns poucos vereadores, está na aprovação do novo projeto defendendo a volta do plebiscito sobre o Daea. As cartas estão na mesa; Estou pagando para ver.
O custo com o aumento do número de vereadores na câmara será o mesmo: O percentual é estabelecido em lei, o duodécimo é fixo. E o custo paralelo, se é que existe, quanto será? Com 12 parlamentares, acrescentaram, conforme informação incerta do vereador Cláudio, mais de 390, com 17 a quantos cargos chegarão?
Ventura Picasso – Cia dos Blogueiros – 2144.
Foto pg 4- Galo+da++madrugada+_4_.jpg - 261studio.com
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18.7.11
Erótico Berlusconi

Vulto cambaleante e sem destino,/Balbucia estridente cantarola,/Tem trêmulas as mãos e corpo fino,/Sorve aguardente e suco de acerola.
Ao seu encontro vem a hábil consorte/Que lhe dá beijo e abraço como afeto,/Traz prova de que tal elo é bem forte.
Ao bom lar, leva-o numa cena rara/De que só é capaz alguém dileto/Cujo excelso amor une, não separa!
30.6.11
Escondidinho

Pela internet, até o chefe da polícia me felicitou.
Precisamos comprar as coisas! Diz a dona da casa, prosseguindo, instruiu: Encomende por telefone ou vá comprar no mercado: vinho, cervejas e guaraná Paulistinha diet. Na padaria encomende um pouco de doces e salgados. Volte logo para fazer o bolo.
Era meu aniversário. Tudo íntimo, entre mim, minha esposa, nossa cunhada e as duas filhas.
Retornando com os ingredientes do bolo e com as bebidas liguei à padaria:
− Quem fala?
− Renato!
− Saudações corintianas Renato (cinco a zero)...
− O que o senhor manda seu Picasso?
− Um pouco de doces e salgados para uma mesa de aniversário: Brigadeiro, Nozes, Bicho de Pé, Bem Casado, Cajuzinho, Beijinho, Olho de Sogra, etc. Capricha o presidente da câmara mandou cartão.
− Só isso?
− Não. Há um tipo de salgado que a mulher faz questão de servir. Não sei bem o nome, deve ser, ‘escondido’.
− Escondidinho...
− De vereador!
− O que?
− Isso mesmo: Escondidinho de vereador! Manda uma forma.
− Seu Picasso, presta atenção, não é isso não: É escondidinho de carne seca!
− Tudo bem, manda isso mesmo.
A nossa cabeça com 7.2 deste de 39, lá pelas tantas, mistura tudo. A igreja faz plebiscito do Saco de Dinheiro, o vereador vota pra tirar a diferença que o juiz apitou 12, o líder da bancada sem dar satisfação escondeu o resultado do padre, quer 19. Enquanto isso, em Araçatuba, falta água no feijão; Santo Daea? E a Folha da Região, “culpada de tudo”, quer saber por que, três vereadores fugiram com a Ficha Limpa! Política municipal é porta de hospício. Tá louco?
Comovido, lembrei-me do menino que deixou um Saco de Dinheiro na porteira do legislativo.
Coisas da idade. Sabe como são os ‘aborrecentes’; Radicais e querem justiça, doa a quem doer!
Vou dizer a ele que a interpelação imposta pela presidência da câmara pode ser revogada. O vereador estava magoado, de saco cheio, foi apenas uma decisão emocional. Certamente, o tal edil *“está se guardando pra quando a eleição chegar”. Do meu lado: *“eu tô só vendo, sabendo, sentindo, que ele vai perdoar” – não perca a fé, nem o título de eleitor, menino. Um dia você ainda vai receber um cartão igual ao meu, do presidente, por conta da casa.
O carteiro não arredava, queria porque queria, e fim:
− Rasga logo esse envelope, enfezado diz ele.
− Abri a carta: Uma foto, ao fundo um pacote com laços vermelhos, ladeado pelo gargalo de uma garrafa de champanhe Veuve Clicquot Ponsardin, e à direita, a imagem chique de Cido Saraiva ‘vereador’. No texto os seguintes versos: “O ser feliz está sempre em nossas mãos. O surgir de cada dia vem sempre com uma nova mensagem de esperança, Feliz Aniversário”. O carteiro quase chorou, pedalando rumo oeste, voou fumaceando bafo.
Ventura Picasso – Cia dos Blogueiros
2454. *Chico Buarque.
Foto - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDbIHEOg-Fe-bu7Mw0OzyrZrPOsvpoBvj6PHro8kIFP4lX2ie5t2RtCBnSYz56ilc_fnL1EKEid-fbTSJv4LJhaG_1PzQU_H9E1at_c6Mo5oGV3gR33o8GSsmAZQt7nxiaIOon/s1600/el-secreto.jpg
12.6.11
Saco de pizza

2487
4.6.11
"Cadê o saco"?

Uma nota publicada em 05/05/2011, dizia o seguinte: “Depois de três anos sem aumento, o Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba (DAEA) vai reajustar o preço da tarifa de água em 18,88% a partir de junho próximo”.
Num outro momento, dentro do mesmo pacote, o vereador Joaquim da Santa Casa (PDT), em entrevista à Folha da Região, falou pelos cotovelos o que jamais será provado, antes, porém devidamente alertado: “para sua segurança esta conversa será gravada”: “Não, aí o comentário na cidade é que viria também um saco de dinheiro para os vereadores”, declarou.
“CADÊ O SACO?”
Onde tem fumaça poderá ter saco. O cheiro contamina o ambiente e enche os olhos de água que não é do DAEA; todo mundo de olho no saco. O Vereador Cláudio Henrique da Silva (PMN), que não sabia de nada foi surpreendido numa escola: ”Cadê o saco”? Para outro vereador, alguém sugeriu: “Divide um pouco”...
Não importa o termo que queiram dar para essa negociata. Estamos decepcionados com o Estado mínimo. O neoliberalismo está provado, não é bom para a população, só é bom para quem adquiri as empresas estatais. O departamento de águas (DAEA) é um bem publico de interesse social.
A totalidade de escândalos expandidos com o saco de dinheiro é assustador. A nossa capacidade de indignação é colocada à prova. Reajustar o preço da agua em 18,88%, é imoral; Qual produto obteve um reajuste desse porte nos últimos tempos no Brasil?
Em 10 de janeiro de 2011, a Câmara derrubou a obrigatoriedade de o município realizar plebiscito para terceirizar ou fazer concessões dos serviços do DAEA. No entanto, manteve a consulta popular apenas em caso de privatização da autarquia. O governo tentou derrubar o plebiscito para todas as situações. Por meio de emenda, o vereador Rivael Papinha (PSB) conseguiu manter a obrigatoriedade de um referendo popular para eventual privatização.
Tirando do eleitor a opção de votar contra ou a favor da concessão, terceirização ou privatização do departamento de aguas, nessa cascata de fatos, a Câmara Municipal marca como primeiro passo um conto fantástico. Isso posto, os 18,88% acima e a suspeita de privatizar o DAEA nos deprime, não por ser uma proposta casada(?), mas se verdadeira desonesta. O ‘saco de dinheiro’ cabe exatamente no espaço existente, de um lado o aumento do preço da agua e do outro, a privatização (concessão ou terceirização) da empresa. Só a máfia pode planejar um ato descarado de tamanha envergadura, um crime perfeito.
Aumentar o número de vereadores, nesse ambiente, nem pensar?
Mesmo sendo cabide de emprego usado e abusado por vários governos, a sociedade não pode abrir mão de um bem social, um direito que só a autarquia pode garantir. A Procuradoria Geral do Estado pede 57 cargos do DAEA, 58 da Câmara de Vereadores e 278 cargos comissionados, considerados inconstitucionais. Dependendo da justiça tudo pode ser bem resolvido.
Não podemos contar com uma revolta, tipo oriental, mas o Partido dos Trabalhadores PT, tradicionalmente defensor dos interesses sociais, pode conscientizar e conclamar o povo de Araçatuba, a exigir um final feliz para essa novela, antes que os ‘caras pintadas’ se apossem das bandeiras vermelhas.
Caso contrário abatido, o coletivo petista acabe num gueto, deserdado por seus eleitores, como todos os partidos políticos decadentes.
3014
Baseado em fatos extraídos da Folha da Região de Araçatuba. Foto: Saco de dinheiro (política) - http://2.bp.blogspot.com/e6XbaaWXy8o/TbgUxa6LEWI/AAAAAAAABzQ/_JGiOEdCb68/s400/saco-de-dinheiro1.jpg
29.5.11
O gozo sem vida de Joana
Naquele mesmo momento, do outro lado da cidade dos manaós, Joana gozava de verdade. Um gozo esplêndido. Cheio de vida. Coisa que não tinha em casa. Necessitava do adultério. Já conhecia a ladainha diária de Raimundo quando negava a sua dita ‘masculinidade’, como se isso e a opção sexual fosse de fato a representação da masculinidade. Ela sempre pronta para o acasalamento, enquanto ele sempre negava o coito. No fundo Joana acreditava gostar do adultério, não era somente uma necessidade. Porém conservava certo pudor, por causa do tempo junto com Raimundo. Depois de sair da casa abandonada onde estivera gozando com o amante, foi até a casa da Jurema – sua amiga mais íntima.
- Ju, acredita que já estou amigada com o Raimundo há 20 anos?
- sério Jô?
- sim, já não agüento mais! O homem antes não negava coro. Agora ta o contrário. Sempre com a mesma história. Além do que, ta uma merda lá em casa. Sempre brigamos.
Raimundo tinha ido ao banheiro. Na volta retornou com tudo ao trabalho. Só pensava no final do mês, para receber o salário e poder comprar a comida dos meninos e beber aquela cerveja ouvindo o grande waldick Soriano com os amigos, sua única válvula de escape. E quem sabe se animar mais e conseguir suprir as necessidades de sua nega. Respirou grande otimismo. Começou a manusear a britadeira com mais alegria. Preciso de pouco para ser feliz. Pensou Raimundo.
O ambiente de trabalho era totalmente inseguro. Como é de costume. Raimundo estava trabalhando próximo a uma barragem. Aconteceu o já imaginado. Raimundo naquele momento foi soterrado com a queda da barragem. Todos seus companheiros tentaram juntos tirar seus amigos de trabalho, pois não só Raimundo foi soterrado, mas uma dezena de peões. Esses grandes trabalhadores artistas que faziam belos prédios. Eles não conseguiram sair com vida desse atroz acidente,um ´acidente previsto´, já que trabalhavam perigosamente. Nessa noite Joana não ouviria mais a ladinha diário de Raimundo.
Trim, trimm, trimm. O telefone velho preto no canto da sala toca na casa do recém finado Raimundo, em uma tarde quente e aconchegante na zona leste. Joana, com seu cabelo bicolor e saia rodada vermelha, atende ao telefone e recebe a noticia do falecimento do dito cujo. O homem do ‘recursos humano’ da empresa informa ainda que a empresa providenciará o pagamento de uma indenização para família, além de um cala-boca a mais para a esposa não comentar nada com ninguém sobre o acontecido. O mesmo homem já tinha cuidado de molhar as velhas mãos calejadas de dinheiro sujo dos jornais de Manaus. Para que mais um grande ‘empreendimento’ seja construído sem notícias de mortes de trabalhadores.
Enquanto isso, Ricardo Bittencurt dono do estúpido centro comercial tomava seu whisky com o ar condicionado no cú. Ao redor de pessoas-fantasma exibindo ao seu lado uma mulher – que vendeu não somente o seu corpo, mas também a alma- que chamava de amor. Toda essa comédia humana como subterfúgio do vazio de uma vida repleta da estupidez humana característica dessa gente de existência soberba.
Joana sentiu uma coisa estranha, dor e alegria ao mesmo tempo. Desligou o telefone. Imaginou como seria boa sua vida sem o Raimundo. Sentiu vontade de transar novamente. Ligou para José. Marcaram o encontro. Usou o pretexto de ir resolver coisas para o velório e enterro do ex- companheiro como justificava para poder ir ao encontro de José.
Chegou ao centro da cidade já há noite. Desceu a Avenida Eduardo Ribeiro. Parou na frente do arrogante Teatro Amazonas olhou seu cocar e por detrás viu aquela lua triste e fria. Ouviu tocar o sino da igreja como se fosse o som da solidão. Sentiu a noite. Entrou no motel barato procurando o prazer. A noite acabou para Joana como um gozo. Não o gozo de antes. Quando Raimundo estava vivo. Mas um gozo estranho, mais fraco, mais triste. Um gozo sem pudor e sem vida. Enfim um gozo sem adultério.
Foto:http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRincYFSAffOFkVyijih34pLyOGHhTJAyKPfvY68ryW1sfFAUihgg Blog - Notas de um Flanador http://flanador.livrespensadores.org/ Textículos e literaturas infames
25.5.11
Morre Abdias Nascimento

15.5.11
Versão Oficial

E hoje refletindo sobre essa época bastarda, nos deparamos com ‘proibições’, impostas sobre nós, como no passado. Indivíduos com cargos no governo, dedo duro, assistentes de comunicações à espreita de nossas crônicas, nos torturam com ameaças procurando evitar a circulação de notícias que contrariam os interesses do governo.
Bico calado? Nem pensar, caiu na rede, repassamos. Apoiamos os “Blogs Sujos” que denunciam o mau jornalismo! Exigimos respeito de quem não concorda com nossos ideais. Somos mensageiros cultuando a verdade, a resistência! Chega de grosserias!
Blogueamos em favor da democracia. Quem governa pode propagandear seus feitos, mas não pode exigir o ‘sim senhor’ de ninguém. A leitura de um jornal é uma oração matinal filosófica como disse Hegel. Agora, confrontar a linha editorial de um jornal diário ou de um blog, é tolice.
Se os auxiliares do prefeito possuíssem a liberdade de informar, e atendessem a quem os procurasse, bem como a imprensa, essa atividade de consumo interno do governo, de falar para o governo o que estão fazendo, seria desnecessária. O PT não faz audiência publica a portas fechadas. Com essa conversa de surdo contra surdo ‘o gato vai subir no telhado’.
O que se pode falar (calar?) sobre os semáforos, nos fundos do supermercado Rondon, essa ‘obra de arte’ da engenharia de trânsito, quando entrará na pauta publicitária? Qualquer cidadão, por mais ingênuo que seja, notará o gasto absurdo de dinheiro público com aqueles postes. O penduricalho luminoso tricolor, piscante não identificado, ficará no local até quando, fazendo o quê?
A qualidade de certos textos oficiais, fora da curva, enaltecendo e expondo os feitos do prefeito, contrariando opiniões e realidades físicas, não corresponde ao PT que ideologicamente dispensa esses favores, seja onde for ou em qualquer município; pega mal. O programa do partido é inquestionável, sem censura!
O 20º item do I Encontro de Blogueiros Progressistas de São Paulo propõe: Lutar contra o AI5 digital.
Quem critica o governo municipal de Araçatuba, necessariamente, não quer ser cooptado pelo PSDB. Vai se quiser! Quem critica, colabora, não trai!
A cobrança sobre os feitos equivocados do executivo é o que há de melhor no centro do poder. Enquanto que os elogios exagerados e contínuos, produzidos pelos escribas bajuladores, acabam facilitando a destruição política de um quadro, escolhido pelo voto popular, que a sociedade esperava libertador.
A verdade caminha lado a lado com a mentira. A notícia deve ser avaliada pelo público. Na rede de computadores, sem dúvida, a mentira não tem pernas; a verdade voa.
A versão oficial dos fatos, constantemente, deixam dúvidas. Ou você duvida?
Imagem da internet: Quem é o dedo duro? http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRp5p4MDealsBnzJPBFiJuGVax6YKcI306ykXBs2jgcyC8pATlfWQ
Ventura Picasso - Cia dos Blogueiros - Araçatuba SP 2592
6.5.11
Ebateca Pituba

Agradeço de coração o alerta, mas não “ando lendo muito a Folha da Região”, na verdade eu só leio a FR. O seu chefe falou: “O PT não ganhou as eleições aqui”, sem explicações. A coligação que disputou as eleições para prefeito nunca me preocupou.
Fiquei decepcionado com o apoio, incondicional do prefeito, ao vice-prefeito, àquele que quando vocês citam o nome de um, por obrigação, citam o do outro; bacana? O salto alto de quem manda e não pede e a prepotência enquadrando e excluindo petistas da administração, por apoiarem os candidatos a deputados do Partido dos Trabalhadores PT, em detrimento do candidato, chapa branca, de um partido estranho.
A executiva do partido fez o quê?
Quando escrevi sobre estrutura e conjuntura, não me referi às questões geográficas; você foi mal. Falei do poder político conservador. Falei do malulysmo que não acabou, e que estará de volta; dos tucanos que desconstruíram o sonho do executivo e de seu candidato a deputado abrindo um espaço que não tinham, e hoje a conjuntura está assando a batata da reeleição, “o pessoal do PSDB comemora”.
A relação, apresentada por você, dos feitos do prefeito, em 28 meses de governo, é modesta. O Plano de Governo proposto em 2008 está superado. Quantas impugnações, e porque, foram feitas na apresentação das mais diferentes licitações? Essa é a relação que você poderia apresentar para debates à diretoria municipal do partido, mas você não teve coragem de se filiar ao PT. No PT tudo deve ser debatido à exaustão.
O balé municipal de uma pequena cidade, com vice-prefeito do PT, saiu de 80 para mais de 2 mil alunos inscritos, estudando e dançando num lindo teatro (aqui falam de 100 para 400 sem palco). É a importância da cultura na publicidade gratuita de um governo inteligente. Na foto acima a Academia Ebateca Pituba de Salvador/BA num grande palco municipal.
O meu compromisso político é com as teses do PT. Nunca serei a favor do poder, apenas, pelo poder. Não existe um partido petista do passado e outro do presente. O PT não muda. O ser humano muda. Não espere muito da Reforma Política, coisa que você não entende; essas nossas propostas petistas são ‘antigas’.
Prezado Anderson: Se você fosse um operário de jornal e não assessor de imprensa, certamente, o seu olhar para as empresas de comunicações seria outro. A Folha da Região é uma empresa privada, legalizada e por direito, livre para expressar-se.
Ninguém pode exigir o conteúdo jornalístico segundo seus interesses. Quem estabelece o conteúdo são os funcionários que organizam a pauta. Para seu consolo meu caro Anderson, é melhor que o jornal fale mal do que omitir-se ou ignorar os fatos governistas.
A manchete é um chamamento importante para vender jornal na banca. O mancheteiro tem que saber criar o titulo para fisgar o leitor. A notícia é o produto oferecido pelo jornal que disputa o mercado de informação num sistema capitalista supostamente democrático.
Aqui tens um bom exemplo: “Tribunal manda prefeito explicar contratação de empresa do lixo. A3”. É linda; né, não? Por isso “leio muito a Folha da Região”.
Problema explicado? Assunto liquidado!
Foto: Academia Ebateca Pituba (Salvador/BA) - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitjY23NzcRZk1G7D06SMumbXjVbIHZqm92L7RyoR5hPP0MH64ojMEBVz4SgsCbDohT_1v28zCf896HCH0aXh4zkEXqN-_us-n0zLuDdbtIrPEyLlCTN1Lhj3ETiaokjnhgxYTf/s320/Foto+Revista+Danca+Brasil.jpg Texto readaptado 2832
Coisa nossa

O Partido dos Trabalhadores, ao longo de poucos anos, construiu uma reputação exemplar, com muito esforço, coragem e sofrimento. Seu manifesto é um grito de liberdade, democrático e popular.
Embasados nessa reputação, votar no candidato do PT para prefeito de Araçatuba, alimentavam a esperança de modificações radicais administrativas em nossa cidade.
Vencida as eleições, e a partir do centésimo dia de governo, alguns eleitores decepcionados, previram que a coligação governava segundo tradições malulysta. Nada mudou, nada foi modificado. A velha estrutura, imutável, permanece. Tudo ficou como dantes. A mesma peça, o mesmo roteiro, os mesmos personagens nos mesmos palcos.
A conjuntura por sua vez, mutilada, fica solta ao bel prazer de oportunistas e mentirosos, que se dizem preocupados com o município, mas apenas marcam posição para o próximo pleito.
O PT não ganhou as eleições afirmou o prefeito. A direção do partido que “comanda” a coligação é anêmica, talvez por isso e apartada do jogo político, perdeu todas as oportunidades de intervir e questionar as ‘falhas’, ou supostos ‘enganos’ burocráticos cometidos pelo primeiro escalão administrativo que ‘suporta’ o prefeito Cido Sério.
“Eles não sabem nada da cidade”, assim esbravejou o ex-comunista tucano Walter Feldman, ao bater a porta no nariz do Alkmin. Mais semelhanças ou coincidências?
A vereadora tucana está de olho nos equívocos de digitação na licitação de prestação de serviço de publicidade e propaganda. Equívocos? Essa verba, se aprovada, será dividida entre quantas empresas de publicidade? Dizem as más e as boas bocas, que poucos confiam no atual governo. A credibilidade perdida interfere cruelmente nas tradições de um nome. Quem poderá acreditar em novas propostas ou promessas desse governo dirigido pela coligação “Araçatuba para todos”?
Isso é coisa nossa. Não me refiro maldosamente, a Cosa Nostra siciliana, mas diante de comentários espertos, não sábios, “com a máquina na mão a reeleição é certa”, e la nave vá!
Nunca é tarde para recomeçar. Recuperar o tempo perdido, entre pessoas de bem, é possível. Recuperar o nome é mais complicado. O presidente Lula, certa feita, falou para quem quisesse ouvir: “Qualquer um pode errar; menos eu!”. Esse é o preço de quem milita na esquerda, e ao PT não cabem erros.
Sou brasileiro e não desisto. O Partido dos Trabalhadores não é sigla particular ou de aluguel.
Falta coordenação nas relações humanas entre a prefeitura e seus clientes. Não ser atendido é humilhante para quem procura ajuda. Por duas vezes fiz contato com a administração: Na primeira, o trivial, saber quando poderiam providenciar o fim de um buraco, antigo habitante da minha rua; Não fui atendido.
Na segunda esperei por duas horas que um secretário desses, muito importante, que chegaram da Capital, me passasse uma informação. Fiquei firme, por mais de duas horas, para saber até onde iria à indiferença de um “servidor público de primeiro escalão” por um munícipe invisível.
Atitudes arrogantes desconstrói um governo que poderia ter sido o melhor dos últimos cem anos desta Araçatuba que tem em sua praça central um chafariz num tanque de agua podre.
A população periférica precisa de proteção, a prefeitura promete asfalto, mas o centro da cidade é do povo da periferia. Há neste país uma nova classe média a ser entendida e atendida por qualquer governo comprometido com a nação que nasce nos municípios.
O negócio do governo é uma maquina eleitoral? Nesse caso, a propaganda é a alma do negócio. Em todo negócio, a concorrência é uma pedra no sapato.
Quem vai encarar?
Ventura Picasso – Blogue Sujo - Cia dos Blogueiros – 3165 - 25042011
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4.4.11
DE BURACO EM BURACO

20.3.11
Visto pro Obama

O menino e a parceira, volteando a musa, incrédulos, desligaram a moto e, à sombra, se puseram a examinar o raro vegetal. Sem dúvida eles estavam diante de um acontecimento ecológico raro onde a força da natureza, rompendo o piso asfaltoso esfarelado, surgia vitoriosa. A proteção do meio ambiente é a salvação da lavoura.
Assentaram
Assentados como se estivessem meditando entoaram aquele verso sem dó: “Fuma, fuma, fuma folha de bananeira/fuma na boa que é brincadeira...”.
Passado algum tempo, juntavam ali ao redor da árvore, outras pessoas curiosas, para saber o que se passava. Como aquela história quando alguém fica olhando pra cima, em seguida muita gente quer ver o que o outro finge ver.
O trânsito no local estava prejudicado. Os carros passavam bem devagar para ultrapassar aquele obstáculo. Não pela presença da intrépida bananeira, em plena via pública, mas por um grupo de jovens regueiros munidos de berimbau, acompanhado por um índio boliviano flautista que declarou: “Nunca me olvidaré que en medio del camino había una banano”, me perdoe o Drummond, mas se em Itabira tinha uma pedra, aqui tem bananeira.
Os manos e as minas cantando empolgados, orquestraram o “Fuma, Fuma” do Armandinho (Armando Antônio), quando foi pedido um minuto de silencio. Apareceu um funeral. A fila era grande. Os automóveis passavam com dificuldade pelo lugar. O silêncio sepulcral. Nisso uma Brasília amarela, roncadora produzindo mais de 85 decibéis na ponteira da tromba, afundou na passarela. Os meninos voluntários empurraram a bicheira com a suspenção quebrada. No vidro encardido um adesivo.
“Visite Araçatuba antes que acabe!”
O casal motoqueiro lembrou-se de Ribeirão Preto. Lá um idiota saiu com uma frase de efeito que dizia: “Ribeirão Preto, a Califórnia brasileira!”. Deu na TV Globo! Foi o que bastou. Chegou meia América, gente das Malvinas a Cancun. A cidade inchou. Vieram às primeiras moradias precárias (favelas), faltava tudo e mais alguma coisa. Hoje é uma das cidades mais poluídas de São Paulo. Falha nossa. Nossa?
A aqui em Araçatuba o mano e a mina, confabulando, chegaram à conclusão que não é possível estacionar no centro da cidade, certamente, porque está cheia de visitantes. Gente atrasada que pensa: “a cidade vai acabar”. Uma pena. Joguei fora o meu chaveiro de ponto da zona.
O casal de viajante, não seguiu viagem. Desistiu. Estão amando Araçatuba. O destino era Lins para assistir ao jogo do Corinthians. Mas, oitenta reais ao sol é roubalheira. O casal tem tudo: Parabólica, TV a Cabo, VHF/UHF, ESPN, SPORTTV etc., mas não conseguem assistir a um clássico como Corinthians e Santos. Além de pagar uma nota preta para ter esse trem apitando na sala, é obrigado a assistir a propaganda frenética da SKY que vende o combo; Jogo? Que jogo que nada; Quem é o dono da Globosat Programadora Ltda.
Eles nunca, jamais em tempo algum, tinham visto um cenário igual. A esta altura a bananeira já deu cacho e nada foi resolvido. O boliviano quer saber quem deu o visto de entrada pro Obama discursar na Cinelândia...
Enquanto isso eu vou descendo a minha lomba/Andando de skate estourando aminha bomba/ Fuma, fuma, fuma...
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Foto:Blog Alessandro R. O. Paes
24.2.11
Buracolândia

Em um país distante, havia uma pequena cidade, chamada Buracolândia. Lá, as ruas eram feitas de buracos enormes, obra de carros pesados e serviços não fiscalizados. Tudo graças aos líderes daquele pequeno vilarejo. O último deles, de tão bom e atencioso com os buracos cheios de água, costumava dizer ao povo daquela pequena e ensolarada cidade: “temos que cuidar das pessoas”.
A Buracolândia cresceu junto com os buracos se espalharam pela cidade. E isso deixou muita gente feliz: os donos de oficinas, borracharias, vendedores de suspensão e mecânicos em geral, além das velhas senhorinhas que agora podiam, com o devido cuidado, atravessar as ruas mais tranqüilamente já que os carros não podiam passar dos 20 km/h.
Em algumas ruas da simpática cidade, como numa pequena comunidade ao sul, os buracos estavam cada vez maiores e mais cheios de água e de vida: girinos, sapos, pequenas e simpáticas larvas do Aedes aegypti habitavam aquela região nunca antes habitada. Alguns moradores e comerciantes malvados tentavam inutilmente tapar os pobres buracos com britas e barro. Mas como o povo da Buracolândia não vivia sem um buraco, resolvia passar com os ônibus naquelas ruas para abrir tudo de novo e deixar tudo como sempre.
Até que um dia, os filhos e netos dos habitantes de Buracolândia perceberam que o romantismo dos buracos que dava nome à cidadezinha estava acabando. E resolveram se revoltar. “Vamos tapar todos os buracos” – gritavam pelas ruas. Queriam mudar Buracolândia para sempre. Queriam pneus inteiros e suspensões de carros funcionando perfeitamente. Queriam velhinhas indo para a faixa atravessar a rua e com muito mais cuidado, pois agora a rua seria dos carros que não precisaria se incomodar com os buracos.
E foi aí que Marianne Simes, prefeita da pequena Buracolândia, percebeu que sua vila não era mais tranquila e mesmo assim, resolveu deixar tudo do jeito que estava, afinal, o que seria da cidade sem os buracos? Passaria a se chamar como? No máximo, mudaria o nome para Fortaleza.
Fonte: Email do Internauta Carlos Mendes morador do Papicú para: http://www.bairrogenibau.com.br
Tags:( Buracos, Prefeitura, Fortaleza )
21.2.11
Transa gramatical

15.2.11
Fusca com cerveja
Fusca interplanetário. O professor vestiu a carapuça, bandeira brasileira, capacete de motoca, logomarca do patrocinador e muita brama no nariz do alemão voador. Voou, foi e voltou! Hoje ele conta pra toda criançada do fundamental a aventura astral. Não fez como Marcos Pontes, astronauta da FAB que estudou a vida inteira com cama, comida, cervejas e roupa lavada. E tem mais, pagamos 10 milhões de dólares pela passagem na Soyuz TMA-8. Quando o tenente coronel aviador pousou no Cazaquistão, se saiu assim: “estou fora”. Pendurou o quepe e deu baixa. Agora só faz palestras à paisana e cobra pedágio, altas somas. O professor não deu baixa, firme na sua ideologia patriótica continua na rede contando o ‘causo’, e nós na de baixo, com caras de patos, vaiamos o astronauta em WO.
Aqui no planeta da cana, a luz solar é constante, perturbadora e imutável como num deserto, as canáceas adoram. Caminhando vagarosamente sobre o povo, socializado, há um sol pra cada um. Este ano 2011, a chuva e o sol lutam por mais espaços, são fortes e abundantes. De Ribeirão Preto, Araçatuba e Presidente Prudente gira acima dos 30° sem forçar, dia e noite.
Talvez devido ao calor escaldante, o padre Francisco Moussa, achou por bem amainar o desgaste provocado pelo clima tórrido que nos bronzeia como leitão pururucado. Fez a parada técnica pra matar a sede. Agindo como um ser superior no comando da ISS, no púlpito, do alto da nave central do Zepelim, o padre Chico sem discutir com o conselho, ignorou as questões burocráticas, decretando: “Rifa-se um Fusca branco, 1980, a álcool, carregado de cervejas”.
Na narrativa do Venceslau Borlina Fº, entendi que o vigário pisou no peixe podre. Os paroquianos conservadores estão furibundos com a invenção do pároco, mesmo porque ele não é a reencarnação santificada de Santos Dumont. E até por isso mesmo o Benedito 16 ignorou-o: “agindo assim ele nunca chegará a santo”.
Há um rosário de motivos para crucificá-lo; o padre deles. Religião que é religião, não permite carro a álcool. É pecado! O tal Fusca 80, deve ser um daqueles salvos pelo Itamar de Juiz de Fora. Agora imaginemos o giro da roleta: Um Fusca a álcool cheio de cervejas correndo na quermesse do Moussa é o bicho! Pode?
É possível jogar uma milhar combinada do 1º ao 5º prêmio e faturar, é o Fusca no bicho. O padre sem consultar as beatas encheu o copo de pecados, e não tomou, é veneno. Cada qual com cada qual, cerveja trincando é com o Bocut’s Bar, repeteco de confissões o cura dá conta até pela rede mundial, mas Fusca interplanetário é coisa de astronauta do fundamental, uai!
A foto é minha o posado é o Consa.
Ventura Picasso – Secretário do SINTAPI – Base Araçatuba SP
2571
11.2.11
31 - Nossa história - 13

Ventura Picasso
”Cuidado, precisamos prestar mais atenção nas concorrências publicas, essa gente quer modificar o país!”
Ouvi essa frase em janeiro de 1989, quando Luiza Erundina venceu a eleição municipal em S. Paulo. Havia sim um brilho, um sentimento de vaidade misturado com orgulho, nos corações da militância. Foi sem duvida, a última eleição elaborada por voluntários petistas em todos os eventos políticos eleitorais no país.
A profissionalização da militância, com as alianças partidárias e a modernização estética dos protagonistas, que passaram a viver em nosso meio, abriram caminho para a tão esperada vitória de Lula que governou o Brasil de 2003 a 2010.
Titulo inédito de “Estadista Global”, recebido em Davos na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial, por defender o meio ambiente, a redistribuição de renda, erradicação da miséria etc. Considerado pelos jornais Le Monde da França, El País da Espanha em 2009 o “homem do ano”. Para o jornal Financial Times de Londres, por ser ‘o líder mais popular da história do país’, Lula moldou a década com sua ‘habilidade política’. “Lula é o cara”, reconheceu Obama.
O Partido dos Trabalhadores, segundo seu Manifesto, nasceu das lutas sociais. Quem vive na periferia dos grandes centros, não tem medo de nada, enfrenta todos os obstáculos que aparecem. O PT surgiu nesses espaços, mas a rejeição era impiedosa.
No confronto com a grande mídia, já naquela época, no rescaldo do golpe de 64, na década de 70 e falecido em 1997, Paulo Francis, ferrenho lambertista, que rejeitava a mobilização das classes trabalhadoras, adepto dos conchavos e da infiltração das elites fascistas no movimento social ofendia e desqualificava Lula com seus artigos. Estressado com a força da luta sindical, perdeu a compostura ao chamar Lula de “ralé, besta quadrada e disse que se ele chegasse à presidência a nação viraria uma grande bosta”.
Não virou
O país hoje superou, corajosamente, todas as dificuldades encontradas no comércio internacional, é líder econômico e político absoluto na América do Sul, o Itamaraty está presente em todos os fóruns mundiais de interesse social e respeito diplomático.
Brasil exporta
Desde 2008 exportamos, para o mundo, soluções para o combate à fome. Os governos de Moçambique, Quênia, Zâmbia, Angola, Gana, Benin, Namíbia, Senegal, Equador, Paraguai e Bolívia, começaram a fechar acordos culturais para aprender com o programa Bolsa Família. Isso mesmo, o famigerado Fome Zero transformado em Bolsa Família, contra tudo e, principalmente, contra a mídia neoliberal, é um modelo de combate à fome de alcance mundial.
O projeto de governo petista não é reformista, é transformador. Uma referência em destaque, ao assumir o Ministério da Justiça, o Dr. Márcio Thomas Bastos reorganizou a Polícia Federal. Uma missão impossível. Havia muitas dificuldades com cargos e salários, bem como de equipamentos para trabalho. Hoje a Polícia Federal tem uma autonomia e liberdade de ações nunca vista. Mexeu com figuras supostamente ilustres do meio empresarial, a ponto de proibirem o uso de algemas para os criminosos de colarinho branco.
Apesar dos ‘grandes cronistas políticos’ a serviço de interesses econômicos, não só questionando, mas em algumas situações criando escândalos inexistentes, o presidente Lula passou reeleito ao segundo mandato e elegeu Dilma Rousseff, saída das masmorras golpista para o palácio do Planalto, a primeira mulher presidente do Brasil. Vitória pessoal de Lula e do Partido dos Trabalhadores.
Contra os 13% de felizes pagadores de pedágios paulistas, Lula deixa o governo com 87% de aprovação, aplaudido de pé pela mídia constrangida antagônica. A presidenta Dilma, assume o governo federal com maioria na Câmara e no Senado, com o coração voltado aos pobres.
De um neoliberalismo falido para uma etapa de sucesso popular e democrática de um país livre, independente e modificado o Brasil se apresenta neste século 21 como uma nova potência internacional.
Sem egoísmos, há um brilho, um sentimento de vaidade misturado com orgulho, nos nossos corações de brasileiros, somos potência.
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